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 Sarkozy usa dinheiro público em campanha, diz equipe de Hollande
13 de fevereiro de 2012 08h42 atualizado às 08h56

Manuel Valls acusou Sarkozy de estar usando recursos estatais para sua campanha à reeleição. Foto: AFP

Manuel Valls acusou Sarkozy de estar usando recursos estatais para sua campanha à reeleição
Foto: AFP

Manuel Valls, responsável pela comunicação do candidato socialista à Presidência, François Hollande, acusou nesta segunda-feira o presidente, Nicolas Sarkozy, de "organizar comícios com dinheiro público", em referência a seus discursos como chefe de Estado.

"Já chega de usar os recursos do Estado" para sua campanha, disse Valls na emissora Europe 1, onde afirmou que irão apresentar uma reivindicação à Comissão Nacional de Contas de Campanha.

É a segunda vez que membros da campanha do candidato socialista recorrem a esse organismo, a primeira, no final de novembro, ocorreu após a vitória de Hollande nas primárias organizadas por seu partido para escolher um candidato.

Na ocasião, a Comissão afirmou que uma parte das despesas das viagens do presidente poderiam ser incluídas no orçamento de sua campanha se Sarkozy se declarasse candidato e comprovasse a existência de propostas eleitorais.

Valls considerou que Sarkozy "não respeita a lei" ao "organizar autênticos comícios com dinheiro público" e citou como exemplo o discurso feito na semana passada na usina nuclear de Fessenheim, onde atacou as propostas de Hollande para a área de energia.

O porta-voz de Hollande mencionou também a proposta do candidato centrista, François Bayrou, de ajudar a ultradireitista Marine Le Pen a conseguir o aval para poder apresentar sua candidatura.

Para Valls, essa medida é contrária ao espírito da lei francesa, que exige que cada candidato deve colher a assinatura de 500 cargos eleitos para poder se apresentar às Presidenciais.

Marine, que segundo as pesquisas tem entre 15% e 20% dos votos, afirmou que tem problemas para obter o aval requerido e acusou os grandes partidos de lançarem palavras de ordem a seus partidários para não darem sua assinatura a ela.

EFE
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