O ministro francês de Cooperação, Henri de Raincourt, denunciou nesta segunda-feira cerca de 100 execuções extrajudiciais no nordeste de Mali, que atribuiu à Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), grupo que as autoridades acusam de atuar junto com a rebelião tuaregue.
"Aconteceram violências atrozes e inadmissíveis e também execuções extrajudiciais de soldados e outras pessoas que foram capturadas e executadas friamente", disse o ministro à emissora RFI.
Raincourt citou a AQMI, mas se mostrou prudente sobre a autoria dos fatos em uma região em plena revolta iniciada pelos separatistas tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA).
O ministro indicou que a conexão entre este movimento, nascido no final do ano passado pela união de diversos grupos tuaregues, e a AQMI não está confirmada e é negada pelo próprio grupo, mas pediu provas sobre a falta de envolvimento. O governo de Mali acusou há poucos dias o MNLA de colaborar com a AQMI.
O titular francês de Cooperação disse que, segundo suas informações, os terroristas degolaram algumas de suas vítimas e outros morreram com disparos na cabeça, métodos que considerou bárbaros.
Raincourt pediu o fim das hostilidades o mais rápido possível e afirmou que Paris não cogita apoiar a independência do sul de Mali porque "a maioria da população não respalda" esta opção. "Nossas informações indicam que se houvesse um plebiscito não ganharia a opção separatista", explicou.

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