Esta foi a segunda eleição na história do país em que o atual presidente não é o único candidato
Foto: AP
Os turcomenos foram às urnas neste domingo para escolher o presidente do país em uma eleição que ocorreu sem a presença de observadores ocidentais. Quase 3 milhões de pessoas, ou 92,82% dos eleitores, participaram das eleições no Turcomenistão, considerado um dos países menos democráticos e mais fechados do mundo.
Não participar das eleições é muito mal visto na feudal sociedade do país, por isso, o pleito ocorreu em um ambiente festivo e de muitas filas nos pontos de votação, segundo a agência oficial russa RIA- Novosti.
Os eleitores eram recebidos por mulheres vestidas com trajes tradicionais que ofereciam comidas típicas, enquanto grupos musicais interpretavam canções folclóricas. Os cidadãos mais jovens e os mais idosos a votarem chegaram até mesmo a ganhar presentes.
Os colégios eleitorais fecharam as portas às 15h (GMT), e a apuração começou logo em seguida. Os resultados oficiais só serão divulgados no início da semana.
O atual presidente, Gurbanguly Berdymuhamedov, que concorre a mais um mandato, foi eleito no pleito passado, em 2007, com 89% dos votos. Além dele, concorrem nestas eleições mais sete candidatos. Todos os analistas consideram certa a reeleição do atual líder, pois o presidente conta com o apoio do Ocidente, da Rússia, China e Irã, já que o Turcomenistão é um grande exportador de gás.
Esta foi a segunda eleição na história do país em que o atual presidente não é o único candidato. Diante da impossibilidade de acompanhar a votação com liberdade e o conhecimento de que o resultado já estava definido, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) não enviou uma missão de observadores para o país.

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