O representante sírio na Liga Árabe, Youssef Ahmed, rejeitou as medidas adotadas neste domingo pela organização contra Damasco e disse que seus membros financiam grupos terroristas e incentivam a violência no seu país. A Liga Árabe concordou neste domingo, em reunião realizada entre ministros das Relações Exteriores, a pedir na ONU a formação de uma força de paz conjunta para a Síria. E além disso, pediu o aumento das sanções contra o regime de Bashar al Assad.
O representante sírio criticou particularmente a postura do Catar e da Arábia Saudita, os países que exerceram a maior pressão para conseguir uma condenação firme contra Damasco. "A resolução mostrou o estado histérico e a confusão que vivem estes países após seu fracasso perante o Conselho de Segurança da ONU", ressaltou Ahmed, em referência ao veto da Rússia e China a uma condenação à Síria.
Além disso, considerou que o domínio que exerce sobre o organismo a opinião de alguns países como o Catar e Arábia Saudita supõe "um desvio escandaloso do pacto da Liga Árabe e uma hostilidade direta que tem como objetivo acabar com a estabilidade na Síria". Na sua opinião, os membros da organização atuam com "negligência em relação às explosões terroristas e financiam grupos armados sob a justificativa de oferecer ajuda humanitária".
Segundo dados da ONU, mais de cinco mil pessoas já morreram desde o início do conflito no país, em março do ano passado, vítimas da repressão das forças de segurança do governo.

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