Em vídeo, oficiais da tripulação do Costa Concordia aparecem entrando e saindo da sala de comando, sem que houvesse alguma ordem de evacuação
Foto: AP
As tarefas de retirada das 2,3 mil t de combustível do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou em 13 de janeiro em frente à ilha italiana de Giglio, foram iniciadas neste domingo às 17h (hora local), informou a Defesa Civil da Itália em comunicado.
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A companhia holandesa Smit e a italiana Neri, responsáveis pelo serviço, tinham previsto começar a extração em 28 de janeiro, mas o mau tempo não permitiu o início dos trabalhos, que devem durar cerca de um mês.
Naufrágio do Costa Concordia
O cruzeiro Costa Concordia naufragou na sexta-feira, dia 13 de janeiro, após colidir em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo. Até sábado, dia 28, 17 mortes haviam sido confirmadas. Ainda há desaparecidos, e prosseguem os trabalhos de busca, mas apenas na parte da embarcação que não está submersa. O Itamaraty informou que 57 brasileiros estavam a bordo do navio, mas nenhum deles está entre as pessoas não encontradas.
O navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas, margeava a ilha de Giglio quando houve a colisão. Houve pânico e reclamações de despreparo da tripulação. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio. Ele disse que estava no comando, mas um áudio divulgado para a imprensa, em que há uma discussão entre ele e a Guarda Costeira, indica que o capitão já estava na costa no momento do resgate.
Veja no mapa o local onde aconteceu o acidente:

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