O chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, general Martin Dempsey, se reuniu neste sábado no Cairo com o líder da Junta Militar do Egito, marechal Hussein Tantawi, em uma reunião na qual, segundo a imprensa estatal, estudaram "os profundos laços estratégicos entre Washington e Cairo". Dempsey, que iniciou hoje uma visita de vários dias ao país árabe, também se reuniu com seu colega egípcio, general Sami Anan, e com outros membros do Conselho Supremo das Forças Armadas.
O general americano aterrissou no Egito em um momento de tensão entre ambos países depois que, há uma semana, o Ministério da Justiça egípcio decidiu processar 43 trabalhadores de várias organizações não-governamentais, entre eles 19 americanos. As autoridades egípcias os acusam de captar fundos estrangeiros para financiar suas atividades, algo proibido na legislação local.
Entre os acusados está o filho do secretário de Transportes dos EUA, Sam Lahood, a quem as autoridades egípcias proibiram de deixar o país no final de janeiro. Na quarta-feira passada, um dos magistrados encarregados do caso, Sameh Abu Sid, declarou em entrevista coletiva que essas organizações "não são organismos da sociedade civil", mas se dedicam a assuntos políticos e funcionam de "maneira ilegítima".
Os EUA ameaçaram revisar sua ajuda externa ao Egito, que ascende a US$ 1,3 bilhão em assistência militar e US$ 250 milhões em economia ao ano.

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