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 Com Capriles de favorito, primárias escolhem rival de Chávez
11 de fevereiro de 2012 16h21

Os venezuelanos votarão no domingo nas eleições primárias que vão decidir quem tentará derrotar o presidente Hugo Chávez em outubro, com o jovem governador Henrique Capriles como favorito, com pelo menos 15 pontos de vantagem sobre seu rival mais próximo. A oposição buscou durante anos uma fórmula certeira para realizar primárias que unificassem o difícil panorama dos partidos, podendo assim fazer frente ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) - que, com Chávez no comando, venceu a grande maioria das eleições desde quando o ex-militar assumiu o poder, em 1999.

Agrupados na Mesa da Unidade Democrática (MUD), um triunvirato de partidos políticos de diferentes tendências, eles conseguiram um acordo para as primárias, em que poderão votar qualquer venezuelano, inclusive os que estiverem no exterior, sem necessidade de estar filiado a alguma organização. "Uma alta participação (nas primárias) melhorará as perspectivas da oposição para as eleições de outubro, mas uma menor participação não deve ser interpretada como um apoio reduzido", afirmou o banco HSBC em um informe a clientes.

A oposição espera que, no domingo, 1,5 milhão de venezuelanos votem, dos 18,3 milhões que formam o total do eleitorado. Além de eleger um candidato para a presidência da república, os venezuelanos também votarão para 64 pré-candidaturas de governos estaduais e 1.037 de prefeituras.

Vantagem
Segundo as últimas pesquisas de janeiro, Capriles, governador do Estado de Miranda e que tem apenas 39 anos, mantém uma cômoda vantagem de pelo menos 15 pontos sobre o governador do Estado petrolífero de Zulia, Pablo Pérez, de 42 anos. Contudo, especialistas indicaram nos últimos dias que uma alta abstenção na votação pode beneficiar pré-candidatos que tenham respaldo dos partidos políticos tradicionais.

"Nesta eleição, terá um peso maior a máquina eleitoral e isso está do lado de Pablo Pérez," afirmou o analista político Manuel Felipe Sierra. Pérez conta com o apoio dos partidos Ação Democrática (AD) e do social-cristão Copei, que governaram a Venezuela durante a segunda metade do século 20 e contam com uma poderosa máquina capaz de mobilizar centenas de milhares de simpatizantes.

Mas a maioria dos analistas diz que a cômoda vantagem de Capriles, seguidor das políticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é muito difícil de ser superada. A terceira colocada nas pesquisas, a deputada María Corina Machado, 43 anos, subiu consideravelmente nas últimas semanas, após duelar publicamente com Chávez, dizendo que "expropriar é roubar". Mas isso ainda seria insuficiente para ela chegar ao segundo lugar e, por consequência, para tentar a vitória.

Reuters
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