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 Justiça investigará policiais que divulgaram fotos de modelo morta
10 de fevereiro de 2012 15h06 atualizado às 15h22

A ministra argentina de Segurança, Nilda Garré, ordenou uma investigação interna e sanções para os policiais que vazaram fotografias do corpo da modelo Jazmín de Grazia que foram publicadas nesta sexta-feira por um jornal.

O chefe da Polícia Federal Argentina, Enrique Capdevila, "tomou a iniciativa de separar da instituição quem puder ter responsabilidade na entrega deste material fotográfico protegido pelo sigilo da instituição", disse em comunicado o Ministério de Segurança.

Jazmín de Grazia, de 27 anos, foi encontrada morta no banheiro de seu apartamento em Buenos Aires no último dia 5, e segundo declarou seu namorado dias depois, ela estava "sob tratamento psiquiátrico" e tomava remédios para dormir.

"Vamos sancionar com o máximo de severidade os funcionários que tenham faltado com seus deveres, violentando ao mesmo tempo os procedimentos judiciais, o direito à intimidade da pessoa e dos familiares da jovem morta", afirmou a ministra Garré em comunicado em sua conta da rede social Twitter.

Além disso, segundo a agência oficial "Télam", o promotor do caso, Justo Rovira, poderia iniciar um processo penal por "violação de segredo" e citou comandantes policiais para determinar como chegaram à imprensa fotografias que ainda não constam no expediente judicial.

A autópsia de Jazmín de Grazia confirmou que a jovem morreu afogada supostamente após sofrer uma descompensação causada pela ingestão de remédios.

De Grazia ficou famosa em 2002, como participante do "reality show" que lançava modelos "Super M", e depois continuou sua carreira como apresentadora em várias emissoras de televisão.

EFE
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