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 Insurgência na Nigéria já começa a afetar a economia
10 de fevereiro de 2012 12h50

Uma insurgência cada vez mais violenta, protagonizada pela seita islâmica Boko Haram no norte da Nigéria, está afetando as finanças do país, por obrigar o governo a fazer gastos adicionais com a segurança.

O conflito custa até 2 por cento do PIB nacional, dinheiro que poderia ser gasto em urgentes obras de infraestrutura.

A Boko Haram, que deseja a extensão do uso da sharia (lei islâmica) no mais populoso país da África, promove uma insurgência de baixa intensidade desde 2009.

A gravidade dos ataques e atentados, no entanto, aumentou nos últimos seis meses, mas essas ações geralmente se concentram no norte do país, uma região de maioria muçulmana e que passar por estagnação econômica. Lagos, principal centro comercial da Nigéria, e o Delta do Níger, maior zona petrolífera da África, têm sido pouco afetados.

Isso significa que investimentos estrangeiros em geral não têm sido afetados.

"O nordeste não é tão importante economicamente, então a não ser que comecem a explodir coisas em Lagos ou encontrem uma forma de perturbar os negócios numa maior escala, acho que os investidores estrangeiros estão preparados para conviver com a ameaça", disse o analista Alan Cameron, da firma de investimentos CSL, de Londres.

Investidores e gestores de carteiras temem, no entanto, que haja demoras em reformas estruturais na Nigéria, que tem uma das economias mais assoladas pela ineficiência e o desperdício na África, e que o governo não seja capaz de controlar seus gastos.

Reuters
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