O conflito custa até 2 por cento do PIB nacional, dinheiro que poderia ser gasto em urgentes obras de infraestrutura.
A Boko Haram, que deseja a extensão do uso da sharia (lei islâmica) no mais populoso país da África, promove uma insurgência de baixa intensidade desde 2009.
A gravidade dos ataques e atentados, no entanto, aumentou nos últimos seis meses, mas essas ações geralmente se concentram no norte do país, uma região de maioria muçulmana e que passar por estagnação econômica. Lagos, principal centro comercial da Nigéria, e o Delta do Níger, maior zona petrolífera da África, têm sido pouco afetados.
Isso significa que investimentos estrangeiros em geral não têm sido afetados.
"O nordeste não é tão importante economicamente, então a não ser que comecem a explodir coisas em Lagos ou encontrem uma forma de perturbar os negócios numa maior escala, acho que os investidores estrangeiros estão preparados para conviver com a ameaça", disse o analista Alan Cameron, da firma de investimentos CSL, de Londres.
Investidores e gestores de carteiras temem, no entanto, que haja demoras em reformas estruturais na Nigéria, que tem uma das economias mais assoladas pela ineficiência e o desperdício na África, e que o governo não seja capaz de controlar seus gastos.

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