Yufu foi preso por "incitar a subversão do Estado vigente" por uma corte em Hangzhou, na China Oriental. Em uma audiência em 31 de janeiro, promotores citaram um poema e mensagens que ele havia colocado na Internet, afirmou o filho, Zhu Ang, à Reuters por telefone.
"O veredicto da corte disse que este era um crime sério que merecia uma punição dura", disse Zhu Ang, que contou que recebeu permissão para assistir à audiência na Corte com a mãe.
"Agora, minha mãe está terrivelmente chateada, apesar de nós já esperarmos por isso", afirmou o filho. Ele disse que o veredicto citou os chamados do pai na Internet por mobilizações a favor da democracia.
"Basicamente a única chance que meu pai teve de falar alguma coisa foi quando ele foi levado para fora no fim da audiência, parou e disse: ''eu quero apelar''."
O vice-presidente chinês Xi Jinping, nome praticamente dado como certo para suceder a Hu Jintao como chefe do Partido Comunista a partir do final de 2012, e como presidente a partir do início de 2013, parte na segunda-feira para Washington, onde provavelmente enfrentará críticas por causa das punições do país contra atividades políticas independentes e a repressão nas áreas tibetanas.
O sentenciamento de Zhu Yufu se seguiu à prisão de outros dois dissidentes chineses em dezembro, que receberam penas de 10 e 9 anos de prisão sob acusações de subversão. Estas acusações normalmente são usadas para punir os ferrenhos defensores de mudanças democráticas.

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