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 EUA terão presença clandestina no Iraque e Afeganistão
08 de fevereiro de 2012 12h09 atualizado às 12h48

Os Estados Unidos manterão uma substancial "presença clandestina" no Iraque e no Afeganistão muito depois da saída de suas tropas convencionais, segundo funcionários do governo citados nesta quarta-feira pelo jornal The Washington Post.

"Espera-se que a Agência Central de Inteligência mantenha uma substancial presença clandestina como parte do plano do governo de Barack Obama que se apoia em uma combinação de espiões e forças de Operações Especiais nas duas zonas de guerra", indicou o jornal.

O almirante da Marinha de Guerra, William McRaven, comandante das Forças Especiais que dirigiu a incursão no Paquistão para matar o chefe da Al Qaeda, Osama bin Laden, disse na terça-feira que não tinha dúvidas de que "as forças de Operações Especiais serão as últimas a sair do Afeganistão".

As Forças Especiais americanas também foram as primeiras a entrar no Afeganistão com a CIA (agência de inteligência americana), no início da invasão do país em outubro de 2001.

O jornal indicou que seus informantes disseram que as operações da CIA em Cabul e Bagdá provavelmente seguirão sendo as mais importantes desenvolvidas no exterior durante anos.

"A retirada das forças militares americanas do Iraque em dezembro mudou a ênfase da CIA para a espionagem mais tradicional: a vigilância dos eventos com um governo cada vez mais antagonista, a supressão dos grupos filiados à Al Qaeda e a contenção da influência do Irã", acrescentou o The Washington Post.

EFE
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