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 Dez cubanos fazem greve de fome em Guantánamo, diz site
06 de fevereiro de 2012 22h22 atualizado às 22h51

Dez cubanos refugiados há três meses na base naval americana de Guantánamo, no extremo leste de Cuba, iniciaram uma greve de fome pedindo o respeito aos seus direitos, informou nesta segunda-feira um blogueiro governista cubano. Os "dez cubanos", entre eles "os jornalistas independentes Olienny Valladares Capote e Adolfo Pablo Borraza Chaple, se declararam em greve de fome desde a quinta-feira, 2 de fevereiro, em reivindicação aos direitos que gradualmente lhes tiraram durante os últimos três meses", redigiu o blogueiro Yohandry em seu blog (www.yohandry.com).

"Os dois comunicadores coincidiram em que os refugiados são tratados como terroristas na base naval de Guantánamo", acrescentou o blogueiro, habitualmente bem informado sobre o que acontece em Cuba, sem informar como os 10 refugiados chegaram a este enclave americano. Yohandry, que costuma antecipar notícias do governo cubano, se perguntou se os refugiados cubanos serão alimentados "à força", como "os norte-americanos costumam fazer nestes casos".

"Esta 'grevezinha' ocupará espaço importante na grande imprensa do Ocidente?", questionou o blogueiro, em alusão ao impacto que teve no exterior a morte do preso cubano Wilman Villar, falecido em 10 de janeiro após uma greve de fome de 48 dias, segundo a dissidência. O blogueiro também ironizou ao afirmar que esperava que a blogueira opositora Yoani Sánchez, que deu em seu blog farta informação sobre a morte de Villar, emitisse "uma declaração de condenação nas próximas horas" sobre a greve dos refugiados cubanos em Guantánamo.

"De minha parte, exijo das autoridades americanas que se ocupem deste caso de violação dos direitos humanos na base-prisão de Guantánamo, o único local onde se tortura em Cuba", afirmou. Depois do triunfo da revolução de Fidel Castro, em 1959, muitos cubanos tentaram chegar à base americana, cercada por cambos minados dos dois lados, com a finalidade de emigrar aos Estados Unidos.

AFP
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