Notícias » Mundo » Mundo

 UE promete endurecer sanções para isolar governo sírio
05 de fevereiro de 2012 15h58 atualizado às 16h42

A União Europeia "vai endurecer ainda mais as sanções que foram impostas ao regime sírio", declarou neste domingo o chefe da diplomacia francesa Alain Juppé, no dia seguinte aos vetos russo e chinês no Conselho de Segurança da ONU contra um projeto de resolução sobre a Síria.

"Vamos ajudar a oposição síria a se estruturar, a se organizar. A Europa vai endurecer ainda mais as sanções que foram impostas ao regime sírio e depois vamos tentar aumentar esta pressão internacional e em algum momento o regime será obrigado a constatar que está totalmente isolado e que não pode continuar", declarou Juppé ao canal de televisão BFMTV.

A propósito da criação de um grupo de amigos do povo sírio, mencionado na véspera pelo presidente, Juppé afirmou que Nicolas Sarkozy vai "tomar iniciativas nos próximos dias para tentar reunir todos aqueles que consideram que a situação atual é absolutamente intolerável".

Esse grupo terá como objetivo dar todo o apoio da comunidade internacional ao estabelecimento do plano para pôr fim à crise da Liga Árabe, havia afirmado Sarkozy no sábado. Desse grupo, disse o ministro das Relações Exteriores, podem participar os 13 países membros do Conselho de Segurança que votaram a favor do projeto de resolução bloqueado pelos vetos de chineses e russos, além de todos os países da Liga Árabe e "todos aqueles que quiserem se unir a nós para fazer pressão sobre a Síria", disse Juppé.

Segundo ele, os vetos impõem ao Conselho de Segurança "uma espécie de dever moral". Alain Juppé disse também que a França "vai refletir" sobre o apelo da Tunísia a todos os países para que expulsem os embaixadores da Síria para protestar contra a repressão que deixou por volta de 6 mil mortos em onze meses.

Como em outubro do ano passado, China e Rússia vetaram um projeto de resolução que condena a repressão dos protestos contra o regime sírio, no dia em que em Homs, no centro da Síria, mais de 230 civis morreram em bombardeios, segundo a oposição.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.