Israel estimou nesta quinta-feira que o Irã poderia fabricar quatro bombas atômicas enriquecendo mais o urânio que já tem estocado, e poderia produzir sua primeira bomba dentro de um ano se assim decidir.
"Hoje, os serviços de inteligência internacionais concordam com Israel em dizer que o Irã acumulou quase 100 quilos de urânio enriquecido a 20%, ou seja, o suficiente para fabricar quatro bombas", explicou o general Aviv Kochavi, chefe dos serviços de inteligência militar israelenses.
"O Irã mantém de forma muito ativa seus esforços para desenvolver suas capacidades nucleares e temos a prova de que (os iranianos) tentam obter armas nucleares", acrescentou Kochavi, durante uma conferência internacional anual sobre a segurança em Herzliya, próximo de Tel Aviv.
Israel acusa o Irã, que considera seu principal inimigo estratégico, de querer obter uma bomba atômica se escondendo atrás de um programa civil, algo desmentido por Teerã. Acredita-se que Israel possui um importante arsenal nuclear, mas o país nunca confirmou ou desmentiu isso.
Na mesma conferência, o ministro de Assuntos Estratégicos israelense, Moshé Yaalon, afirmou que as instalações nucleares iranianas, inclusive as subterrâneas, são vulneráveis a ataques. "Com base na minha experiência militar, qualquer instalação protegida por seres humanos pode ser invadida por seres humanos", garantiu Yaalon, o chefe do exército israelense.
O ministro também disse que a base militar próxima a Teerã, praticamente destruída por uma explosão em novembro, serve de centro de pesquisa sobre um míssil de 10 mil km de alcance, destinado a "atingir os Estados Unidos".
Segundo o chefe do Estado Maior iraniano, general Hasan Firuzabadi, a instalação onde houve a explosão era utilizada para desenvolver um "produto experimental" militar que poderia ser usado contra os Estados Unidos ou Israel.
Em relação à crise iraniana, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, manifestou sua satisfação com as novas sanções europeias contra o Irã, ao receber o titular da pasta das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, mas não quis falar de uma possível operação militar. "Hoje, continuamos em um período de diplomacia e de sanções", disse.

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