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 ONU: 1,5 mil morreram em 2011 tentando entrar na Europa
31 de janeiro de 2012 18h24

Um número recorde de 1,5 mil migrantes, principalmente da Somália e de outras regiões da África, morreram tentando chegar à costa européia em 2011 e a odisséia mortal continua para muitos que partem da Líbia, disse na terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

A agência informou que os levantes populares na Tunísia e na Líbia levaram mais pessoas a fugir no ano passado, incluindo migrantes da região subsaariana que trabalhavam no Norte da África, depois que medidas mais severas na fronteira haviam reduzido drasticamente as chegadas à Europa em 2009 e 2010.

"Isso faz de 2011 o ano mais mortal para esta região desde que o Acnur começou a registrar essas estatísticas em 2006", disse à imprensa Sybella Wilkes, porta-voz do Acnur.

O número da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) é uma estimativa que inclui pessoas de 15 nacionalidades que se afogaram ou desapareceram no Mar Mediterrâneo, que separa a Europa da África.

Mais de 58 mil pessoas chegaram à Europa pelo mar no ano passado, também um recorde. Entre elas estão 56 mil - metade deles tunisianos - que chegaram à Itália, afirmou Wilkes. Malta e Grécia receberam 1.574 e 1.030 pessoas, respectivamente, pelo mar.

"A maioria era de migrantes e não buscavam asilo", afirmou ela.

Além disso, 55 mil migrantes "irregulares" atravessaram a fronteira terrestre entre a Grécia e a Turquia em Evros no ano passado, de acordo com números do governo grego.

Reuters
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