A embaixada síria no Cairo condenou o que classificou como "atentado covarde" cometido por cerca de 20 ativistas, que invadiram o prédio diplomático nesta sexta-feira, e acusou-os de fazer parte do grupo opositor Conselho Nacional Sírio (CNS).
Em comunicado, a legação diplomática definiu os invasores como "elementos sabotadores que dependem do Conselho de Istambul (em alusão ao CNS) e recebem financiamento de alguns países do Golfo conhecidos por sua hostilidade à Síria".
Além disso, atribuiu às autoridades egípcias "a responsabilidade completa pela falta de proteção do edifício" e assinalou que as forças de segurança egípcias tinham conhecimento das pessoas que invadiram o prédio e que não fizeram o suficiente para evitar o ataque.
A embaixada tinha fornecido anteriormente ao Egito os nomes de alguns dos envolvidos no ataque. Essas pessoas teriam supostamente participado de agressões contra a residência do embaixador sírio e os escritórios da companhia aérea síria, entre outras.
Já o embaixador sírio no Cairo, Yousef Ahmed, pediu às autoridades egípcias que assumam "sua responsabilidade" e tomem as medidas necessárias para perseguir os criminosos e regular os graves danos materiais causados por eles.
O ataque ocorreu nesta sexta-feira como ato de protesto contra a repressão praticada pelo regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, contra seu próprio povo.
Cerca de 20 ativistas sírios invadiram a embaixada, destruíram os quadros que retratam Assad e roubaram documentos dos serviços secretos sírios que contêm nomes de supostos agentes infiltrados entre os ativistas.
O incidente ocorre após dois dias intensos de repressão na Síria, que terminaram com mais de 100 mortos.
Mais de 5 mil pessoas morreram na Síria desde o início da revolta em março passado, segundo a ONU, mas os opositores indicam que essa quantidade supera 6 mil.

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