Preso político é recebido com um abraço acalorado de um amigo do lado de fora da prisão de Insein, em Yangon
Foto: AP
As autoridades birmanesas começaram nesta sexta-feira a libertar os primeiros dos 651 presos políticos incluídos na quarta anistia declarada pelo presidente Thein Sein em menos de um ano, indicaram fontes oficiais e da oposição.
Entre os anistiados está o ex-general Khin Nyunt, ex-primeiro-ministro e chefe do serviço de inteligência militar, condenado a 44 anos de prisão por corrupção.
Também figuram entre os libertados alguns dos mais destacados líderes do movimento clandestino Geração 88, como Min Ko Naing, Htay Kywe, Zaw That Htwe, Jimmy Thein e Nilar Thein, detidos em 2007 por seu suposto envolvimento na organização dos grandes protestos de 2007, a chamada "Revolução Açafrão".
A medida foi anunciada em meio aos pedidos da comunidade internacional para que o governo de Mianmar liberte todos os presos políticos como mostra de que realmente há uma reforma democrática em andamento.
Segundo a Associação para a Assistência dos Presos Políticos de Mianmar, há no país 1.572 presos, incluindo 260 ativistas da Liga Nacional pela Democracia, formação liderada pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.
O partido de Suu Kyi, que nesta semana confirmou que será candidata nas eleições parciais de 1º de maio, estima, por sua vez, que são 600 presos políticos.
Esta é a quarta anistia decretada pelo governo de Thein Sein desde maio, quando assumiu o poder, e eleva para 21,8 mil o número de detentos já libertados, embora só 347 fossem presos políticos.

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