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 Associação pede processo contra fabricante de próteses PIP
11 de janeiro de 2012 09h42 atualizado às 10h40

Uma associação de mulheres na Suíça pediu nesta quarta-feira à Procuradoria Geral de Genebra que abra um processo penal contra a empresa PIP, fabricante de próteses defeituosas utilizadas por centenas de milhares de pessoas no mundo.

Os dados indicam que 280 mulheres utilizam esses implantes na Suíça, um número pequeno se comparado às entre 400 mil e 500 mil mulheres que calcula-se que tenham essa marca de prótese em seu corpo no mundo todo.

As mulheres que utilizam a prótese PIP na região de Genebra e arredores formaram a associação "Vítimas 95C", em referência ao tamanho considerado ideal pelas mulheres que se submetem a uma operação de cirurgia estética com o fim de aumentar os seios.

O advogado do grupo, Christian Grobet, afirmou que o fabricante francês das próteses, Poly Implant Prothese (PIP), pôs em perigo a vida de milhares de mulheres comercializando produtos pouco confiáveis, compostos por um "gel (de silicone) artesanal de má qualidade e muito mais barato do que o utilizado normalmente para este tipo de implantes".

O alarme sobre este caso soou quando as próteses começaram a apresentar fissuras, provocando reações inflamatórias nas pacientes. O dono da empresa fabricante confessou à Justiça francesa que as utilizou para poupar dinheiro porque não pensou que representavam um risco para a saúde.

Além do proprietário da empresa PIP, a denúncia apresentada pela associação também é dirigida contra os organismos na Suíça que permitiram o uso dessas próteses.

A associação pediu ainda à Procuradoria Geral que proíba a comercialização de qualquer marca de implante mamário controverso e que apreenda os mesmos.

Em março passado, a entidade que autoriza e controla os remédios no mercado suíço, Swissmedic, já havia proibido sua comercialização seguindo a decisão da Agência Francesa para a Segurança Sanitária, que estabeleceu que o envoltório dos implantes apresentava um risco grande de ruptura.

No entanto, por enquanto a Suíça não optou por obrigar as portadoras a se submeter a uma nova operação para retirar os implantes.

A Sociedade Suíça de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética explicou anteriormente que após saber do problema informou todos os seus membros, que em seguida contataram suas pacientes para recomendar que realizassem exames de controle a cada seis meses.

A Swissmedic indicou que não tem informações sobre complicações em pacientes na Suíça.

Ao contrário de vários outros países nos quais os serviços de saúde pública decidiram assumir o custo de uma cirurgia para retirar essas próteses parcial ou totalmente, as mulheres na Suíça que quiserem retirá-las devem pagar a operação de seu próprio bolso e só em caso de ruptura a despesa da operação será coberta.

EFE
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