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 Londres não vê provas que justifiquem retirada de próteses
04 de janeiro de 2012 08h51 atualizado às 08h57

O ministro da Saúde britânico, Andrew Lansley, disse nesta quarta-feira que até o momento não encontram evidências que justifiquem a retirada das próteses mamárias da marca francesa Poly Implant Prothèse (PIP).

Lansley declarou à "BBC" que "a evidência arrasadora continua respaldando o conselho dado previamente às mulheres".

"Não é recomendável que de forma rotineira as mulheres retirem os implantes já que o risco associado a uma operação deste tipo ultrapassa o benefício da remoção", avaliou.

Em 2010, as autoridades francesas detectaram que as próteses foram fabricadas com gel de silicone diferente do declarado e avaliado para obter o certificado de comercialização na União Europeia (UE).

No Reino Unido, a Agência de Regulação de Produtos de Saúde e Medicamentos (MHRA, na sigla em inglês) indicou que o risco de rompimento do implante era de 1%, ao invés do percentual de 5% estimado pela França.

Em 21 de dezembro, a MHRA anunciou que não recomendaria a retirada por não ter achado provas de uma relação dos implantes com um tipo de câncer.

No sábado, o Executivo britânico informou que avaliaria o risco desses implantes após ter recebido novos dados que não haviam sido comunicados à MHRA.

O ministro da Saúde indicou que espera que no fim de semana os analistas possam ter já números confiáveis sobre a qualidade dos implantes.

No Reino Unido estima-se que 40 mil mulheres têm próteses de silicone da marca Poly Implants Prothéses, incluindo centenas que se submeteram a cirurgia de reconstrução do peito pelo Serviço de Saúde Nacional (NHS).

EFE
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