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 Israel rejeita proposta para negociar sem cessar colonização
29 de dezembro de 2011 09h39 atualizado às 10h08

Israel rejeitou proposta para reativar as negociações de paz com os palestinos sem cessar a construção nos assentamentos judaicos e, em troca, libertar 100 presos que cumprem penas em suas prisões há décadas.

A proposta, revelada nesta quinta-feira pelos jornais Yedioth Ahronoth e Ha'aretz, é fruto dos esforços do Quarteto de Madri para conseguir que os dois lados retornem à mesa das negociações após 15 meses.

Segundo o Yedioth, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) aceitou há duas semanas um pedido do Quarteto para deixar de condicionar a negociação ao fim da colonização na Cisjordânia, mas como gesto de boa vontade de Israel exigiu a libertação de cem palestinos que cumprem pena desde antes dos Acordos de Oslo de 1993.

Trata-se de palestinos condenados a longas penas de prisão por participação em atentados e que ficaram de fora dos indultos que seguiram aos acordos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a proposta e insistiu em que as conversas de paz devem recomeçar incondicionalmente, informam ambos à imprensa.

As negociações entre israelenses e palestinos estão interrompidas desde setembro de 2010, quando três semanas após a retomada Israel não renovou uma moratória de 10 meses que havia declarado na construção na Cisjordânia.

Desde então, a OLP condiciona qualquer encontro com a contraparte israelense à suspensão absoluta de sua política de colonização na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

O Ha'aretz acrescentou que a disposição palestina em negociar nesses novos termos seguiu a fortes pressões por parte dos membros do Quarteto - Estados Unidos, União Europeia, Rússia e a ONU -, que querem que antes de 26 de janeiro o diálogo seja retomado.

Nesse dia acabam os três meses que o Quarteto deu às partes em setembro, quando os palestinos apresentaram seu pedido de admissão à ONU, para apresentar propostas concretas sobre fronteiras e mecanismos de segurança, os dois assuntos nos quais passadas negociações deram maiores resultados.

EFE
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