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 Médicos asseguram que tumor de Cristina Kirchner é curável
28 de dezembro de 2011 01h47 atualizado às 01h55

Cristina Kirchner será operada de um câncer de tiróide no próximo dia 4 de janeiro. Foto: EFE

Cristina Kirchner será operada de um câncer de tiróide no próximo dia 4 de janeiro
Foto: EFE

Médicos especializados em oncologia concordaram que o tumor na glândula tireóide que foi descoberto na presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, é "perfeitamente curável" e não requer quimioterapia.

"Entre 90% e o 98 % dos pacientes ficam curado", afirmou Julio Moreno, cirurgião da Fundação Favaloro, ao canal de notícias América 24. Já o presidente da Sociedade Argentina de Cancerologia, Marcelo Blanco Villalba, disse que se trata de uma lesão que pode ser tratada. "É um tumor que apresenta uma alta resposta terapêutica em estádios adiantados", assegurou ao Canal 26.

O chefe da Unidade de Quimioterapia do hospital Marie Curie, Guillermo Temperley, explicou que o tumor de Cristina costuma ser eliminado, e que "além da cirurgia existe um tratamento com iodo radioativo que geralmente dá bons resultados".

Para Miguel Muñoz, diretor do Centro Oncológico de Rosario, "os pacientes não morrem por causa do tumor. Simplesmente se opera e depois se utiliza um tratamento complementar se alguma célula cancerígena tiver permanecido".

A notícia foi confirmada pelo porta-voz presidencial, Alfredo Scoccimarro, que anunciou que Cristina, 58 anos, será operada em 4 de janeiro. O porta-voz disse que o tumor não afetou outros órgãos e que a presidente ficará de licença até 24 de janeiro.

O anúncio da doença gerou uma ampla repercussão no Twitter entre os políticos do país. "Uma saudação e o desejo de pronta recuperação para a senhora presidente", afirmou o radical Ricardo Alfonsín, que concorreu com Cristina nas eleições presidenciais de 23 de outubro.

EFE
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