O Parlamento israelense rejeitou uma proposta similar em 2007, quando Israel e Turquia mantinham boas relações. Mas as relações ficaram muito ruins depois que a Marinha israelense matou nove turcos em maio de 2010 durante uma ação militar contra uma frota civil que pretendia romper o bloqueio a Gaza.
Em outubro, a Turquia expulsou o embaixador israelense em Ancara e rompeu os contratos militares e de defesa com Israel. "Durante anos, o governo israelense se negou a reconhecer o genocídio por razões cínicas, estratégicas e econômicas, ligadas a suas relações com a Turquia", lamentou Zahava Gal-on, deputada do partido de esquerda Meretz, que apoia o projeto de lei.
Mas o presidente do Knesset (Parlamento), Reuven Rivlin, afirmou que a questão não é política. O massacre de armênios em 1915 (1,5 milhão segundo os armênios) foi reconhecido em 1985 como um genocídio pela ONU, mas a Turquia rejeita esta classificação e afirma que estas pessoas morreram em combates e em deportações.
Na semana passada, os deputados franceses aprovaram em primeiro turno um projeto de lei que pune com prisão aqueles que negam o genocídio armênio, uma decisão que provocou uma crise severa na relação com a Turquia.

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