O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou prender neste sábado alguns assessores do ex-governante colombiano Álvaro Uribe caso atendam o convite feito por um prefeito opositor, o qual recentemente assinou um convênio de segurança com o grupo e tornou pública essa visita.
"Parece que um prefeito assinou um convênio (...) se alguém tentasse entrar em nosso país, seja quem for. Sabemos para que eles vão vir e não vão entrar neste país, não mesmo. Se entrarem por caminhos verdes (vias não legais) e nós pegarmos, vão ficar presos", disse Chávez em um Conselho extraordinário de Ministros.
Apesar de não ser explicito, o chefe de Estado fazia uma referência clara ao prefeito do município de Chacao, Emilio Graterón, que anunciou no último dia 17 a subscrição de um convênio de segurança com assessores da equipe de Uribe (2002-2010) para reforçar o policiamento de sua região.
Graterón também anunciou a visita de dois assessores de segurança do ex-presidente colombiano, José Obdulio Gaviria Vélez e Alfredo Rangel, isso dois dias depois que o líder de seu partido e pré-candidato opositor, Leopoldo López, se reunisse com Uribe em Bogotá.
"Se vieram aqui para tumultuaram nosso país, não vamos permitir", insistiu Chávez. "E perfeito ou o governador que fizer, ou pretenda fazê-lo, deveremos aplicar a Constituição e a lei com todo o rigor", assinalou.
Chávez disse que seu Governo não vai permitir "novamente" que se repitam essas situações, como o suposto convite da oposição ao ex-chefe da polícia de Nova York, William Bratton. "Não vamos ajudar ninguém aplicar um golpe de Estado", afirmou o líder venezuelano.
"Não podemos permitir que essa situação se repita", exclamou o governante ao se referir aos seus oponentes, que, assegurou, estão conscientes de que vão perder as eleições presidenciais de 7 de outubro de 2012.
"Já estão buscando caminhos verdes (ilegais). Querem achar atalhos para desestabilizarem o país", manifestou Chávez.
No último dia 19 de dezembro, o governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) acusou a oposição de querer "importar paramilitares" após as reuniões de López com o ex-presidente colombiano e o anúncio do prefeito Graterón.
"Trazer estes cavalheiros aqui é importar paramilitares, é trazer a violência que o Uribe impôs na Colômbia para a Venezuela. Nós não vamos aceitar isso", afirmou o primeiro vice-presidente do partido governista, Diosdado Cabello.

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