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 Presidente turco pede para França deixar mediação no Cáucaso
23 de dezembro de 2011 12h28 atualizado às 13h01

Jornais turcos repercutem tensão com a França. Foto: AP

Jornais turcos repercutem tensão com a França
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O presidente turco, Abdullah Gül, pediu nesta sexta-feira que a França deixe o Grupo de Minsk, espécie de mediador do conflito entre a Armênia e o Azerbaijão, por ter perdido sua neutralidade ao tramitar uma lei que penaliza a negação do genocídio armênio durante o domínio do Império Otomano.

Abdullah Gül também acusou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, de possuir "preconceitos" que poderiam prejudicar as relações franco-turcas.

Segundo o chefe do Estado turco, Sarkozy não teria respondido suas ligações antes da Assembleia Nacional francesa aprovar uma lei que penaliza a negação do massacre de milhares de armênios em 1915.

A lei, que prevê castigos de um ano de prisão e 45 mil euros de multa pela negação do genocídio, ainda precisa ser aprovada pelo Senado francês para entrar em vigor.

Gül expressou também seu apoio à suspensão das relações militares e políticas entre ambos os países, além das consultas ao embaixador turco em Paris, medidas que foram anunciadas na última quinta-feira pelo primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

"Estamos tristes. Nossa reação está justificada e será mantida", assegurou Gül, refletindo assim a visão oficial da Turquia, que define os massacres de armênios no Império Otomano como lamentáveis excessos produzidos durante a guerra com a Rússia, mas não como genocídio.

Ao lado da Rússia e dos Estados Unidos, a França é um das três nações co-presidentes do Grupo de Minsk, que foi formado em 1992 pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa buscar uma solução pacífica à disputa entre Armênia e o Azerbaijão pela região de Nagorno-Karabakh.

EFE
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  1. Monumento com a inscrição "em memória dos mais de 1,5 milhão de armênios que foram massacrados no genocídio de 1915" localizado na praça de Decines, em Lyon

    Reuters
    Foto: Reuters

  2. Polícia de choque turca protege o consulado francês em Istanbul, após ao parlamento da França ter tornado ilegal negar o genocídio de armênios cometido por turcos em 1915

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  3. Deputada francesa Valerie Boyer participa da votação no parlamento francês que tornou ilegal negar o massacre de armênios cometido por turcos, medida que elevou os ânimos entre a França e Turquia

    Reuters
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  4. Manifestantes franco-turcos levantam bandeiras do país de origem durante manifestação em frente à Assembleia Nacional, em Paris, durante votação que tornou crime negar o genocídio de armênios cometido por turcos em 1915

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  5. Ontem, em Ancara, membros de uma organização turca protestaram na embaixada francesa com bandeiras da Argélia

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  6. Jornais distribuídos na Turquia em inglês, francês e turco destacam o embate diplomático entre Paris e Ancara

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  7. Recep Tayyip Erdogan concede entrevista coletiva em Ancara: iniciativa francesa estremece relações com a Turquia

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  8. Homem participa do protesto em frente à Assembleia Nacional Francesa; relações entre França e Turquia estremecidas

    AFP
    Foto: AFP

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