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 Governo japonês faz últimos testes do resfriamento de Fukushima
09 de dezembro de 2011 10h03 atualizado às 10h40

O governo do Japão faz os últimos testes para declarar oficialmente que os reatores da usina nuclear de Fukushima estão em estado de "resfriamento", disse nesta sexta-feira o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda.

Conforme o governo japonês, para que os reatores atinjam o estado de parada fria, o fundo de suas respectivas comportas de contenção deve permanecer estável abaixo de 100ºC.

Os parâmetros estabelecidos pelo Executivo indicam também que a dose anual de radiação no perímetro da usina deve ser de 1 milisievert ou menos.

Noda, que citou Fukushima durante o discurso final antes do recesso do Parlamento, não revelou a data que a parada fria será decretada, embora a imprensa local especule que deva ser após uma reunião programada para 16 de dezembro.

Nesse dia, o primeiro-ministro deve liderar um encontro com especialistas da Tokyo Electric Power Company (Tepco), responsável pela usina de Fukushima e do governo para analisar a situação da planta nuclear, danificada pelo tsunami de 11 de março.

Levar os reatores ao "resfriamento" é um dos grandes objetivos da estratégia elaborada pelo Executivo e pela Tepco para solucionar a crise na usina de Fukushima e uma condição indispensável antes da autorização de retorno às suas casas dos 80 mil habitantes desalojados de um raio de 20 quilômetros da central.

Nesta sexta-feira, a Agência de Segurança Nuclear, ligado ao governo, deu sinal verde ao plano da Tepco de administrar a central pelos próximos três anos, que inclui medidas como manter as injeções de água nos reatores para controlar a temperatura e prevenir possíveis explosões de hidrogênio.

Já a Tepco anunciou que nos próximos dez anos cortará despesas operacionais de US$ 34 bilhões, cerca de US$ 1,3 bilhão a mais do que o previsto inicialmente.

O corte de gastos é uma medida necessária para receber a ajuda do governo que permita pagar as indenizações e enfrentar o custo das operações de destruição dos reatores, algo que poderia levar mais de 30 anos.

EFE
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