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 Egito: crise política se agrava, e tensão em Tahrir aumenta
23 de novembro de 2011 17h52 atualizado às 18h33

Manifestante usa máscara de gás lacrimogêneo durante enfrentamento perto da praça Tahrir. Foto: AP

Manifestante usa máscara de gás lacrimogêneo durante enfrentamento perto da praça Tahrir
Foto: AP

O clima de tensão na praça Tahrir, no Cairo, cresceu nesta quarta-feira em meio às tentativas em vão do exército do Egito de deter atos de violência entre manifestantes e a polícia, enquanto a crise política no país se agrava a cinco dias das eleições legislativas.

No quinto dia consecutivo de protestos contra a junta militar que governa interinamente o Egito, três carros blindados do exército entraram hoje na rua Mohammed Mahmoud, epicentro dos confrontos, para cobrir a retirada da polícia, que foi substituída em parte por soldados.

No entanto, o pequeno efetivo, que possibilitou uma breve trégua, não foi suficiente para impedir a retomada dos choques um dia depois de milhares de pessoas terem exigido, na praça Tahrir, a renúncia da junta militar em um ambiente predominantemente pacífico.

Nas ruas próximas ao Ministério do Interior - que está sob forte esquema de segurança - e à praça Tahrir, a polícia montou barreiras e dispara gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que não param de lançar pedras.

No começo da noite, "baltaguiyas" (pistoleiros) pró-militares foram à rua comercial Talaat Harb, que termina na praça, e enfrentaram com pedaços de pau e armas brancas os manifestantes.

O número de feridos não para de aumentar: eles chegam aos improvisados hospitais de campanha na praça em ambulâncias, motos ou até mesmo à pé. Entre os feridos está o fotógrafo espanhol Guillem Valle, que foi espancado por policiais e teve seu equipamento roubado.

Atendendo a um apelo da ONU para que se averigue a repressão aos protestos, o Ministério do Interior egípcio pediu à Justiça que analise as acusações contra a polícia por uso excessivo da força.

O titular da pasta da Saúde, Amro Helmy, admitiu nesta quarta que vários dos 33 mortos contabilizados até o momento nos distúrbios foram baleados.

Helmy acrescentou que seu Ministério está analisando o gás lacrimogêneo utilizado pela polícia após receber denúncias de que são mais fortes do que os utilizados habitualmente para dispersar os protestos.

Como pôde ser constatado pela Agência Efe, estão sendo usados tubos de gás CS, em alguns casos vencidos há mais de três anos. O ministro da Saúde minimizou este assunto alegando que o uso de gases com prazo de validade expirado não significa que estes sejam cancerígenos, mas perderam a "eficácia".

No entanto, um dos médicos voluntários na praça Tahrir, Amro Murada, explicou à Efe que foram encontrados tubos de gases que estão proibidos nos Estados Unidos por seus efeitos secundários e cancerígenos.

Essa situação também foi denunciada pela ONG Human Rights Watch, que recebeu testemunhos sobre como as forças da ordem apontam para o rosto dos civis ao dispararem balas de borracha ou munições letais.

Até mesmo o imã da mesquita de Al Azhar, a mais prestigiosa do islã sunita, Mohamed Ahmed el Tayeb, pediu hoje à Polícia que não abra fogo contra os manifestantes.

Na praça, alguns egípcios mostram em público os tubos vazios de gás e insistem que permanecerão no local apesar das últimas promessas do chefe da junta militar, o marechal Hussein Tantawi, que dirige o Egito desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro.

Ontem à noite, o marechal se comprometeu a realizar eleições presidenciais antes de julho de 2012, manter a data do pleito legislativo e criar um governo de salvação nacional.

No entanto, a cinco dias das eleições legislativas, o Egito é governado por um Executivo demissionário, o que levou alguns partidos a pedir o adiamento da votação.

O Partido Social-Democrata, um dos mais importantes do bloco laico, anunciou que está tentando convencer as demais legendas para apoiarem a proposta de adiar as eleições em pelo menos duas ou três semanas, até que o novo governo assuma.

No entanto, a Comissão Eleitoral egípcia reafirmou hoje que as eleições serão realizadas nas fases estabelecidas, a primeira delas na próxima segunda-feira, dia 28, e ocorrerão em nove províncias, incluindo as de Alexandria e Cairo.

EFE
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  1. Noivos se casam na praça Tahrir, no Cairo, em meio a manifestantes contrários ao governo. O casal resolveu celebrar o matrimônio na praça para demonstrar seu apoio às manifestações

    Reuters
    Foto: Reuters

  2. Imagem aérea mostra a praça Tahrir tomada por manifestantes

    EFE
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  3. Os egípcios chegam ao 9º dia de protestos contra a Junta Militar

    Reuters
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  4. Jovens e idosos gritam palavras de ordem contra o governo do país, no Cairo

    Reuters
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  5. Com o rosto pintado, jovem participa de protesto pela saída da Junta Militar do governo egípcio, na praça Tahrir

    AFP
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  6. Foto: Terra

  7. Manifestantes tomam a praça Tahrir, no Cairo, para protestar contra o atual governo do Egito

    EFE
    Foto: EFE

  8. Bebê é levado aos protestos usando as cores da bandeira egípcia

    EFE
    Foto: EFE

  9. Mulheres participam de protesto contra a Junta Militar que governa o Egito, no Cairo

    EFE
    Foto: EFE

  10. Um manifestante pinta o dedo de outro com as cores da bandeira egípcia na Praça Tahrir, no Cairo, Egito, em protesto à nomeação do primeiro-ministro

    Foto: AP

  11. Um manifestante ferido é ajudado por outras pessoas durante confrontos com as forças de segurança egípcias na praça Tahrir, no Cairo, neste sábado

    Foto: AP

  12. Um manifestante ferido é ajudado por outras pessoas durante confrontos com as forças de segurança egípcias próximo da praça Tahrir, no Cairo, Egito. Autoridades médicas disseram que um manifestante foi morto fora da sede do governo, onde manifestantes acamparam durante a noite para evitar a entrada de recém-nomeado primeiro-ministro

    Foto: AP



  13. Foto: Terra

  14. Vendedor de algodão doce tenta aproveitar o movimento da sexta-feira na praça Tahrir para tirar um extra

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  15. Homem mostra um sapato - que pode ser considerado um sinal de desrespeito - com imagens de autoridades egípcias, incluindo Gamal Mubarak, durante as preces na praça Tahrir

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  16. Egípcias rezam na praça Tahrir, que recebeu o maior público nesta sexta desde a queda de Mubarak

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  17. De luvas azuis, mulher participa das preces no centro do Cairo

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  18. ElBaradei, ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, se uniu ao manifestantes na tradicional oração da sexta-feira

    Foto: AP

  19. Mohamed ElBaradei é cercado por manifestantes na praça Tahrir, no Cairo

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  20. Milhares de pessoas se reúnem na Praça Tahrir, no Cairo, para pedir a renúncia do governo militar. Aos gritos de "Saiam, saiam", uma multidão tomou a praça nesta sexta-feira para uma demonstração massiva contra o atual regime do país

    Foto: AP

  21. Manifestantes mantêm acampamento na Praça Tahrir, no Cairo. Uma nova manifestação contra o governo foi convocada para esta sexta-feira

    Foto: AP

  22. Manifestante que mantém a ocupação da Praça Tahrir, no Cairo, exibe bandeira do Egito

    Foto: AP



  23. Foto: Terra

  24. Manifestantes se reúnem atrás de barricada de arame farpado erguida pelo exército egípcio nas proximidades da Praça Tahrir, no Cairo. Manifestantes e policiais tentam observar nesta quinta-feira uma trégua após cinco dias consecutivos de violentos confrontos que já deixaram dezenas de mortos

    Foto: AP

  25. Soldados se protegem atrás de barreira de arames farpados. Os militares foram chamados ao local na quarta-feira após a polícia falhar na contenção às manifestações

    Foto: AP

  26. Manifestante dorme sob bandeira egípcia na Praça Tahrir

    Foto: AP

  27. Manifestantes protestam desde sábado contra a junta militar que assumiu o poder no Egito após a queda do regime de Hosni Mubarak, que governo o país durante 29 anos. Eles exigem que o governo militar deixe o poder após falhar na implantação de reformas

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  28. Manifestantes foram isolados pela barreira de arames farpados montada pelas autoridades nas proximidades da Praça Tahrir

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  29. Homem reza após acordar em meio a acampamento montado pelos manifestantes na Praça Tahrir

    Foto: AP

  30. Manifestantes observam soldado montar barricada de arame farpado nas proximidades da Praça Tahrir, no Cairo

    Foto: AP



  31. Foto: Terra

  32. Manifestante usa máscara de gás lacrimogêneo durante enfrentamento perto da praça Tahrir. Há cinco dias, milhares de pessoas voltaram a ocupar a praça símbolo dos protestos do início do ano exigindo o fim do regime militar que assumiu o governo após a queda de Hosni Mubarak

    Foto: AP

  33. Manifestante ferido é tratado com inalador para asma durante confronto na estrada que leva ao Ministério do Interior

    Foto: AP

  34. Manifestante busca abrigo durante enfrentamento com forças de segurança

    Foto: AP

  35. Manifestantes se reúnem na praça Tahrir, onde há cinco dias entram em confronto com a polícia egípcia

    Foto: AP

  36. Manifestante descansa sobre pedras em um breve cessar-fogo perto da praça Tahrir

    Foto: AP

  37. Usando um pedaço de sucata como escudo, manifestante se protege do gás lacrimogêneo durante confronto com as forças de segurança

    Foto: AP

  38. Manifestantes carregam companheiro ferido durante confronto com a polícia. Milhares de egípcios seguem protestando nas proximidades da Praça Tahrir contra a junta militar que governa o país

    Foto: AP

  39. Manifestantes confrontam policiais em rua que leva ao Ministério do Interior, no Cairo

    AFP
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  40. Egípcio faz o sinal da vitória após confronto com a polícia em rua nas proximidades do Ministério do Interior do país, no Cairo

    AFP
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  41. Policiais antidistúrbio se protegem com escudos de pedras atiradas por manifestantes nas proximidades da Praça Tahrir

    Reuters
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  42. Ativista carrega companheiro ferido no ombro ao deixar área de protestos

    Foto: AP

  43. Manifestante tenta se proteger da fumaça de gás lacrimogêneo disparado por policiais nas proximidades da Praça Tahrir. Desde sábado, milhares de pessoas participaram de protestos e confrontos com forças de segurança para se manifestar contra a junta militar que assumiu o país após a queda do regime de Hosni Mubarak e falhou em implementar as reformas exigidas pela população civil

    Reuters
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  44. Manifestantes jogam pedras em policiais durante confronto nas proximidades da Praça Tahrir, no Cairo

    Reuters
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  45. Manifestantes se protegem atrás de estrutura durante o confronto

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  46. Foto: Terra

  47. Corpo de manifestante que foi morto durante protestos é velado por milhares de pessoas na praça Tahrir

    Foto: AP

  48. Manifestante atira cilindro de gás lacrimogêneo durante confronto com as forças de segurança nas proximidades da Praça Tahrir. Ativistas egípcios pediram um comparecimento massivo nos protestos desta terça-feira pelo fim do governo dos militares, que também viram sua autoridade ser desafiada pela renúncia do gabinete civil do país. O Egito realiza eleições no próximo domingo

    Foto: AP

  49. Manifestante usa carro destruído como escudo durante confronto com as forças de segurança, no Cairo

    Foto: AP

  50. Agentes antidistúrbios confrontam manifestantes em meio aos destroços deixados pelo conflito nas proximidades da Praça Tahrir

    Reuters
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  51. Manifestantes interrompem protestos para rezar na Praça Tahrir

    Reuters
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  52. Clérigo egípcio que se uniu aos protestos reza enquanto outros manifestantes fogem de disparos de gás

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  53. Enfermeira voluntária canadense ajuda equipe médica egípcia a tratar ferido em hospital de campo na Praça Tahrir

    Foto: AP

  54. Manifestante corre para atirar cilindro de gás lacrimogêneo durante confronto com forças de segurança na Praça Tahrir, no Cairo

    Foto: AP



  55. Foto: Terra

  56. Policial à paisana atira pedras em manifestantes durante tensão nas ruas da capital egípcia

    Reuters
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  57. Manifestante lava os olhos com leite para se proteger do gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança

    Reuters
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  58. Policial tenta conter manifestantes com tiros de bala de borracha nas imediações da praça Tahrir

    Reuters
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  59. Munidos de pedras e até óculos de banho, para evitar o contato com gás lacrimogêneo, manifestantes enfrentam as forças de segurança

    Foto: AP

  60. Ferido nos protestos reage com dor a atendimento de emergência

    Foto: AP


  61. Em mais um dia de protestos, manifestantes se aglomeram na famosa praça Tahrir, no Cairo

    Foto: AP

  62. Manifestante lava os olhos de companheiro com leite para protegê-lo de gás lacrimogêneo disparado por policiais durante confronto na Praça Tahrir, no Cairo

    Reuters
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  63. Manifestante se prepara para arremessar cilindro de gás de volta na direção de forças de segurança durante o terceiro dia de confrontos na Praça Tahrir, no Cairo

    AFP
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  64. Manifestante ajoelha sobre bandeira egípcia e grita frases de protesto durante a manifestação na Praça Tahrir, no Cairo

    Reuters
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  65. Manifestante cobre o rosto para não ser afetado pelo gás lacrimogêneo disparado pela polícia antidistúrbios

    Foto: AP

  66. Manifestante egípcio exibe cilindros de gás atirados pela polícia durante o terceiro dia seguido de protestos na Praça Tahrir

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  67. Usando máscara de mergulho para proteger os olhos durante confronto com policiais

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  68. Homem sobe em prédio atingido por incêndio para resgatar vítimas, no Cairo. O prédio foi afetado durante confrontos entre manifestantes e policiais na Praça Tahrir. Os revoltosos culpam as autoridades pelo incêndio, que teria iniciado após o edifício ser atingido por disparos de gás por parte das forças de segurança

    Reuters
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  69. Manifestantes correm após um prédio pegar fogo nas proximidades da Praça Tahrir, no Cairo, durante confrontos com a polícia

    Foto: AP

  70. Manifestante atira lata de gás lacrimogêneo que tinha sido previamente disparada por policiais durante o protesto na Praça Tahrir nesta segunda-feira

    Reuters
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  71. Foto: Terra

  72. Emissoras de televisão árabes veicularam imagens que mostram a polícia retomando o controle do centro da praça

    EFE
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  73. Forças de segurança utilizaram tanques para o lançamento de gás lacrimogêneo, segundo testemunhas

    EFE
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  74. Tropas de choque egípcias queimaram as barracas que haviam sido instaladas no centro da praça Tahrir

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  75. Estes são os maiores atos de violência desde os 18 dias de revolta que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak, em fevereiro

    Foto: AP

  76. Mostrando cartuchos vazios de espingardas em uma rua do Cairo, um manifestante gritou: "Esse é o Ministério do Interior que diz que está buscando controlar suas forças"

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  77. Manifestantes também lutaram com as forças de segurança em outras duas cidades

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  78. Jovens do Cairo gritavam "O povo quer derrubar o regime" enquanto investiam contra a polícia

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  79. Pelo menos duas pessoas morreram e outras centenas ficaram feridas

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  80. Revoltados com as violentas práticas policiais, manifestantes exigem o fim do governo militar

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  81. Os novos choques explodiram quando manifestantes atacaram as forças de segurança que custodiam as imediações do Ministério do Interior egípcio

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  82. Homem é socorrido durante confronto em Cairo

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  83. Este é o segundo dia consecutivo de conflitos na capital do Egito

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  84. Bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha foram utilizadas pelos policiais durante o confronto

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  85. Os manifestantes entraram em confronto com a polícia

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  86. Novos confrontos foram registrados na manhã deste domingo na praça Tahrir, no Cairo

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  87. Foto: Terra

  88. Outro carro da polícia também é recebido a pedradas

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  89. Manifestantes jogam pedras em veículo policial que se aproxima

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  90. Jovem corre em meio a fumaça do gás lacrimogêneo usado pela polícia para conter os manifestantes

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  91. Enquanto a polícia se aproxima, os manifestantes correm e alguns enfrentam a tropa de choque com pedras

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  92. Homem segura a bandeira egípcia na Praça Tahir. Ao fundo, um carro da polícia pega fogo

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  93. Participantes dos protestos carregam um colega, ferido durante o enfrentamento com as tropas de choque da polícia

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  94. Manifestantes puseram fogo em um carro da polícia durante os confrontos

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