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 Em clima de desacordo, Obama se encontra com premiê chinês
19 de novembro de 2011 02h01 atualizado às 03h56

A reunião aconteceu antes que ambos participem das sessões deste sábado da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Nusa Dua, na .... Foto: Reuters

A reunião aconteceu antes que ambos participem das sessões deste sábado da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Nusa Dua, na ilha de Bali
Foto: Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu neste sábado com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, em um contexto de desacordos entre os dois países. A reunião aconteceu antes que ambos participem das sessões deste sábado da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Nusa Dua, na ilha de Bali, na Indonésia.

A expectativa é que os líderes abordem assuntos como a segurança marítima, a não-proliferação e questões comerciais, entre elas a cotação do iuan. Na cúpula que terminará neste sábado, os EUA querem colocar a questão da segurança marítima, algo ao qual Pequim se opõe.

Obama exigiu "regras claras de jogo" no mar da China Meridional, onde seis países - China, Taiwan, Vietnã, Filipinas, Malásia e Indonésia - mantêm disputas pela soberania das ilhas Spratly, onde acredita-se que pode haver grandes jazidas petrolíferas.

Os EUA - que vêm circular US$ 1,2 trilhão em comércio bilateral anualmente por essas águas - acredita que as diferenças devem ser abordadas no seio de um fórum internacional como o da Ásia Oriental.

A China, por outro lado, considera que as disputas devem ser resolvidas exclusivamente entre os países envolvidos. Obama conclui hoje em Nusa Dua uma viagem de nove dias pela região da Ásia e do Pacífico na qual buscou dar relevância ao papel de seu país na região frente à ascendência chinesa.

Em sua primeira parada, no Havaí, Obama promoveu o Acordo Estratégico Transpacífico para a Cooperação Econômica (TPP), que aspira se transformar em uma área de livre-comércio para a região e do qual já fazem parte nove países, entre eles Peru, Chile e Austrália.

A China, por enquanto, está excluída deste acordo, pois lhe obrigaria a abrir seus mercados e permitir a concorrência com suas empresas públicas em terrenos onde Pequim não tem nenhuma intenção de consenti-la.

Nesse fórum, Obama endureceu sua retórica contra as práticas comerciais de Pequim e reivindicou que o país "assuma suas responsabilidades" em áreas como a cotação de sua divisa, a proteção da propriedade intelectual e a livre concorrência nas licitações públicas.

Na Austrália, o presidente americano voltou a colocar o dedo na ferida de Pequim, com o anúncio do desdobramento de uma força militar de seu país na base de Darwin, no norte da ilha continente.

A China reagiu ao anúncio com críticas, ao considerar que não é "apropriado" nem "adequado ao interesse dos países da região".

EFE
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