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 Países ao redor do mundo "disputam" título de bebê 7 bilhões
31 de outubro de 2011 14h38 atualizado às 15h09

Bebê que nasceu em Kaliningrado está entre os que disputam o título. Foto: Reuters

Bebê que nasceu em Kaliningrado está entre os que "disputam" o título
Foto: Reuters

Diversos países ao redor do mundo decidiram escolher recém-nascidos para representar o bebê número 7 bilhões nesta segunda-feira.

A ONU definiu o dia 31 de outubro como a data simbólica do marco populacional. As Filipinas foram o primeiro país a celebrar, com o nascimento de Danica May Camacho, no hospital Jose Fabella, na capital Manila.

A menina acabou vindo ao mundo pouco antes do previsto - às 23h58 de domingo - mas os médicos disseram que era perto o suficiente da data para que ela fosse considerada a bebê sete bilhões.

Além de presentes e um bolo comemorativo, a bebê teria recebido uma bolsa de estudos e a família, ajuda financeira.

Índia
Na Índia, a ONG de defesa dos direitos das crianças Plan International escolheu a bebê Nargis, que nasceu às 7h25 no horário local no Estado de Uttar Pradesh, como a representante do número sete bilhões.

Filha de um fazendeiro pobre, Nargis foi escolhida com o objetivo de chamar atenção para o problema do aborto de meninas e da assimetria da proporção entre homens e mulheres no país.

Segundo a ONG, centenas de milhares de fetos de meninas são abortados na Índia a cada ano, apesar de o procedimento ser proibido e do uso de ultrassom para descobrir o sexo do bebê ser ilegal.

Rússia
Na Rússia, dois bebês nascidos em áreas remotas do país foram escolhidos como símbolos dos sete bilhões.

A televisão estatal russa mostrou imagens de comemoração após o nascimento do menino Pyotr Nikolayev, na província de Kaliningrado, que faz fronteira com a Polônia e a Lituânia.

Mas as autoridades de Kamchatka, do outro lado do país, no Oceano Pacífico, emitiram uma declaração orgulhosa dizendo que o bebê sete bilhões havia nascido na cidade de Petropavlovsk-Kamchatsky.

Bebê 6 bilhões
No dia 12 de outubro de 1999, a ONU escolheu um bebê bósnio, Adnan Mevic, como o habitante da Terra de número seis bilhões.

O secretário-geral da época, Kofi Annan, foi até o hospital de Sarajevo e tirou fotos com o menino no colo.

A família Mevic luta contra a pobreza no momento, o que teria levado a ONU a não escolher nenhum bebê como símbolo oficial dos sete bilhões.

Segundo projeções das Nações Unidas, a população mundial deve chegar a oito bilhões em 2025 e a dez bilhões em 2083, mas esses números ainda podem variar dependendo de diversos fatores, como expectativa de vida, acesso a controle de natalidade e taxas de mortalidade infantil.

A ONU também usou o marco dos 7 bilhões para pedir que as pessoas reflitam sobre os diversos problemas que poderiam ser causados por um planeta superpopulado, como a falta de água, alimentos ou condições de vida decentes.

BBC Brasil
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  1. Meninos brincam no porto de Sorong, na província indonésia de Papua. Com 240 milhões de habitantes, a Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo

    AFP
    Foto: AFP

  2. A menina sul-africana Osenise Richards, 2 anos, toma um sorvete em Johanesburgo. A maior taxa de crescimento populacional do mundo é a da África, cuja população superou um bilhão em 2009 e que deve alcançar dois bilhões em 2044

    AFP
    Foto: AFP

  3. Crianças sobem em um muro para posar para a foto, em Tongon, na Costa do Marfim. Nos países da África subsaariana, a taxa de natalidade - que é o número de crianças nascidas por cada mil habitantes - chega a 4,8

    AFP
    Foto: AFP

  4. Passageiros caminham entre ônibus, caminhões e barracas de vendedores ambulantes no terminal Oshodi, em Lagos, na Nigéria. A população do planeta chegou a cinco bilhões em 1987, seis bilhões em 1999 e sete bilhões em 2011

    AFP
    Foto: AFP

  5. Devotos Sikh rezam diante do Templo Dourado, em Amritsar, na Índia, que é o segundo país mais populoso do mundo, com 1,24 bilhão de habitantes

    AFP
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  6. A estudante sul-africana Caroline Mahongu, 22 anos, posa para foto em Johanesburgo. Segundo a ONU, é preciso mais planejamento e investimento nas pessoas para lidar com a crescente população mundial e suas consequências - a necessidade por mais alimentos, água e energia e a maior produção de lixo e poluição

    AFP
    Foto: AFP

  7. O vendedor de sapatos paquistanês Karam Khan, 46 anos, posa em sua loja de beira de estrada, em Islamabad. A Ásia concentra 60% da população mundial, 4,2 bilhões, que devem chegar a 5,2 bilhões em 2052, antes do início de um declínio lento

    AFP
    Foto: AFP

  8. Yang Xiaohong, 48 anos, vendedora de vegetais, posa para foto em um mercado de Pequim, na China - que é o país mais populoso, com 1,35 bilhão. A população chinesa cairá a 1,3 bilhão em 2050

    AFP
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  9. O casal Vadthya Sukhya (esq.) e Vadthya Achi mostra os filhos gêmeos Vignesh (esq.) e Ganesh, duas das 11 crianças que moram na residência da família, em Nalgonda, na Índia. A população do país alcançará o recorde, 1,7 bilhão, em 2060

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  10. A tailandesa Meksa Sinamnung, 108 anos, posa para foto na província de Narathiwat. Em seis décadas, a expectativa de vida da população mundial passou de 48 para 68 anos

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  11. O fazendeiro U Thein Hlaing, 62 anos, posa para foto em sua lavoura de arroz, em Yangon, Mianmar. A principal razão do crescimento demográfico mundial nas décadas recentes é o "boom da natalidade" dos anos 1950 e 1960, que mostra novas "protuberâncias" quando a geração se reproduz

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  12. O estudante indonésio Martin Koire, 18 anos, usa vestes típicas dos nativos da província de Papua. A cada ano, a população mundial aumenta em 80 milhões de pessoas

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  13. Idoso almoça em Pequim, na China. Em 2025, a Índia superará a China em número de habitantes, com 1,46 bilhão, contra 1,39 bilhão

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  14. Le Le, 2 anos, filho de trabalhadores migrantes, brinca com seu patinete, em Pequim, na China. Os anticoncepcionais, a prosperidade e a mudança nos hábitos culturais contribuíram para a redução da fertilidade - o número médio de filhos de uma mulher caiu de 6,0 a 2,5 em seis décadas

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  15. Menino bebe água de um galão em Salé, no Marrocos. Desde 1950, a mortalidade infantil caiu quase dois terços no mundo

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  16. A americana Nancy Gancos posa com seus cachorros em Los Angeles. O número médio de filhos por mulher no mundo caiu de 6,0 a 2,5 em 60 anos

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  17. A fotojornalista portuguesa Mariline Alves, 29 anos, posa para foto em Lisboa. A fecundidade varia de 1,7 filho nos países mais avançados - abaixo da taxa de substituição geracional, fixada em 2,1 - a 4,2 nos menos desenvolvidos

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  18. A espanhola Patricia Alcalde, que trabalha colhendo uvas, posa no vinhedo Rivera del Duero, em Aranda de Duero. O marco dos sete bilhões, que oficialmente será alcançado no dia 31 de outubro, "constitui um desafio, uma oportunidade e um chamado à ação", disse Babatunde Osotimehin, diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, em inglês)

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  19. Trabalhador afegão sorri ao completar sua jornada em uma fábrica de tijolos, em Cabul. Para 2050, a projeção é de uma população mundial de 9,3 bilhões de pessoas, com mais de 10 bilhões em 2100

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  20. De burca, jovem é fotografada em um parque de Cabul, no Afeganistão. A cada ano, a população mundial aumenta em 80 milhões de pessoas, um resultado equivalente à população da Alemanha

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  21. O Naga Sadhu ("homem santo") Tarpuri Maharaj posa para foto em um templo em Uttar Pradesh, na Índia, o segundo mais mais populoso do mundo, atrás apenas da China

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  22. O americano Ryan Dunham, da Polícia Técnica Antibomba do Capitólio, posa para foto em Washington. Há 2.000 anos, a população mundial era de 300 milhões de pessoas

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  23. A estudante alemã Janine Unger, 22 anos, posa para foto em Munique. A Alemanha possui cerca de 80 milhões de habitantes, que é o número de pessoas que se somam à população mundial anualmente

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  24. O idoso de origem aborígene Max Eulo, que vende artigos de artesanato e CDs de música típica, posa para foto em Sydney, na Austrália. Apesar da redução na taxa de natalidade mundial, a população não deixou de crescer, em particular devido a um aumento da expectativa de vida

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  25. O mexicano David Mora Olivares, 41 anos, posa para foto em seu escritório, na Cidade do México. Nos países onde o aumento da população é mais acelerado do que o crescimento econômico, é importante facilitar o acesso aos serviços de saúde reprodutiva e de planejamento familiar

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