Os membros dos serviços de emergência que participaram dos trabalhos de resgate após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 em Nova York receberam nesta terça-feira sua homenagem particular no Memorial do 11/9, nove dias depois da cerimônia oficial em lembrança às vítimas dos atentados. A homenagem chegou rodeada de polêmica depois que as autoridades da cidade não convidaram policiais e bombeiros para participar do ato principal realizado no último dia 11 de setembro, do qual só participaram familiares das vítimas, alegando problemas de espaço.
"Há dez anos as forças de resgate estiveram na primeira linha de combate, e da mesma forma que então lutamos juntos, agora devemos permanecer unidos neste lindo memorial para refletir", afirmou o diretor do Departamento de Bombeiros de Nova York, Salvatore Cassano.
Acompanhados do prefeito da cidade, Michael Bloomberg, e do comissário de Polícia, Raymond Kelly, os presentes colocaram uma coroa de flores em lembrança aos 441 membros dos serviços de emergência mortos nos atentados e cujos nomes foram gravados em bronze no Memorial.
Embora seja muito doloroso estar aqui, necessitamos ter um lugar para lembrar as pessoas que perdemos", afirmou Juana Lomi, uma das milhares de voluntárias dos serviços de emergência que participou dos trabalhos de resgate e perdeu vários de seus companheiros nas Torres Gêmeas do World Trade Center. Já o policial aposentado Jim Scully declarou ao site "DNA Info" se sentir incomodado por não ter sido convidado para a cerimônia oficial.

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