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 Doadores estudam ajuda de US$ 2 bi ao Sri Lanka
16 de maio de 2005 09h26

Representantes de 120 Estados e organizações doadoras reuniram-se hoje no Sri Lanka para estudar a ajuda que o país precisa para sua reconstrução após o tsunami de 26 de dezembro, estimada em US$ 2 bilhões. O Fórum do Desenvolvimento do Sri Lanka 2005, realizado pela primeira vez dentro do país, foi aberto hoje em Kandy (centro da ilha) pela presidente cingalesa, Chandrika Kumaratunga.

Através de um vídeo mostrado na sessão de abertura desta conferência de doadores, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, representante da ONU para a ajuda às vítimas dos tsunamis, expressou seu apoio às autoridades de Colombo para "enfrentar o desafio" da reconstrução. "Esta é a oportunidade que temos para assegurar que os objetivos de reabilitação a médio e a longo prazos das regiões destruídas pelos tsunamis tenham sucesso", disse Clinton.

O ex-presidente americano também afirmou que tem "fé que o governo do Sri Lanka poderá enfrentar este desafio com o apoio de todos". O ministro de Finanças local, Sarnath Amanugama, disse que espera "muito desta conferência, principalmente porque é a primeira vez que ela é realizada no Sri Lanka".

O governo tenta concretizar as ofertas de dois bilhões de dólares para a reconstrução do país, feitas desde dezembro por vários doadores. Além da ajuda pós-tsunami, a conferência estuda a reconstrução das regiões norte e leste da ilha, as que mais sofreram os efeitos da guerra entre o governo e os rebeldes Tigres da Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), e também analisa o Programa de Erradicação da Pobreza no país.

Alguns dos principais doadores de Colombo, como o Banco Mundial (BM), o Japão e os Estados Unidos, pediram ao governo que acorde com a guerrilha tâmil o chamado plano de "mecanismo conjunto" para atender as necessidades das vítimas dos maremotos.

Em seu discurso inaugural, a presidente Kumaratunga declarou que o programa previsto para as regiões norte e leste da ilha, com população tâmil majoritária e controladas pelos rebeldes, é "um mecanismo simples", e pediu ao resto dos líderes do país que cooperem no processo. Kumaratunga enfrenta grandes dificuldades para chegar a um acordo sobre o Plano Conjunto por causa da forte oposição de seus aliados na coalizão governante, que ameaçaram retirar seu apoio ao governo se ela negociar com os rebeldes.<

EFE
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