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 ONU critica lentidão na reconstrução pós-tsunami
12 de maio de 2005 18h32

Os trabalhos de reconstrução nas áreas atingidas pelo tsunami de dezembro estão demorando muito e a população dessas áreas mostra-se cada vez mais frustrada. A revelação e criticam foram feita hoje pelo o coordenador dos esforços de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU), Jan Egeland, durante uma conferência realizada nos EUA para discutir a recuperação das áreas destruídas, qual ele pediu mais cooperação entre os governos, organismos internacionais e organizações não-governamentais.

"Poderíamos gastar muito tempo com encontros intermináveis, sem uma liderança clara e com a frustração das pessoas explodindo. Elas (as vítimas do tsunami) ouviram que bilhões de dólares estavam disponíveis, mas continuam vivendo em barracas e estão dizendo: 'Quero minha vida e minha comunidade de volta"', afirmou Egeland.

Mais de 228 mil pessoas foram mortas ou desapareceram quando um terremoto submarino lançou grandes ondas sobre vários países banhados pelo oceano Índico, no dia 26 de dezembro. Os lares e os meios de vida de cerca de 5 milhões de pessoas foram afetados.

Governos, entidades privadas e pessoas de todo o mundo prometeram enviar ou gastar mais de US$ 8 bilhões nos esforços de ajuda. Grande parte desse dinheiro não foi gasto ainda enquanto grupos de ajuda e governos de outras regiões esperam que os países afetados elaborem seus "planos diretores" de reconstrução. Egeland disse que a Indonésia, as Maldivas e a Índia já haviam concluído esses planos e que o Sri Lanka terminaria o seu nos próximos dias.

O enviado especial da ONU para o tsunami, Bill Clinton (ex-presidente dos EUA), disse que o período seguinte ao desastre era semelhante a um "purgatório" para as pessoas que tentavam se recuperar enquanto continuava havendo disputas sobre a melhor forma de gastar o dinheiro. Ao lado do também ex-presidente norte-americano George Bush (pai do atual titular do cargo), Clinton pediu que as ONGs comecem o mais rápido possível a gastar o dinheiro de que dispõem.

Reuters
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