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Kadafi diz que 'ratos' foram repelidos em ataque a Trípoli

20 de agosto de 2011 21h10 atualizado às 23h27

Pessoas assistem à transmissão das recentes notícias sobre o levante contra Muammar Kadafi em Benghazi, pela rede Al Jazeera. Foto: AFP

Pessoas assistem à transmissão das recentes notícias sobre o levante contra Muammar Kadafi em Benghazi, pela rede Al Jazeera
Foto: AFP

O líder líbio Muammar Kadafi parabenizou, em um áudio transmitido pela televisão estatal no início de domingo (horário local), seus apoiadores por repelirem o ataque de "ratos" rebeldes na capital, Trípoli, e acusou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, de tentar roubar o petróleo do país. No pronunciamento, ele ainda afirmou que os rebeldes querem "a destruição do povo líbio".

Testemunhas relataram tiroteiros intensos e confrontos em bairros da cidade na noite de sábado. Depois da 0h (19h em Brasília), os combates perderam intensidades, mas ainda era possível ouvir tiros esporádicos de armas leves e explosões.

Na mensagem, ele pediu a seus partidários que "marchem aos milhões" para pôr fim à "farsa" do conflito que assola o país desde fevereiro. "É preciso acabar com esta farsa. Vocês devem marchar aos milhões para libertar as cidades destruídas (controladas pela rebelião)", disse o coronel.

Kadafi disse ainda que os rebeldes "profanam as mesquitas" e são "agentes de Sarkozy". "Mas o povo líbio não permitirá que a França tome seu petróleo ou deixe a Líbia para os traidores", disse.

Apesar dos relatos de violência, o porta-voz do governo líbio, Mussa Ibrahim, confirmou "pequenos confrontos" com pequenos grupos em bairros como Tajura, Sug Jomaa e Ben Achur, próximos ao centro da capital. Ele disse, ainda, que os voluntários e as forças líbias saíram à caça dos insurgentes. "A situação está sob controle", disse, em declarações difundidas pela televisão oficial líbia.

Na sexta-feira, a emissora de televisão NBC, citando funcionários do governo dos Estados Unidos, disse que o líder prepara-se para fugir de seu país nos próximos dias. As fontes disseram que "os relatórios dos serviços de inteligência indicam que Kadafi está fazendo planos para deixar a Líbia com sua família".

Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.

A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos.

Com informações das agências Reuters e AFP.

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