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 Analistas: morte de Bin Laden tem consequências indefinidas
07 de maio de 2011 17h18

Obama foi à TV para anunciar a morte de Bin Laden, em um discurso visto por 56,5 milhões de pessoas. Foto: AP

Obama foi à TV para anunciar a morte de Bin Laden, em um discurso visto por 56,5 milhões de pessoas
Foto: AP

A morte do terrorista Osama bin Laden, na madrugada de segunda (noite de domingo no horário de Brasília) teve repercussão imediata. Rapidamente o assunto chegou aos trending topics do Twitter. O anúncio histórico do presidente Barack Obama na TV foi visto por 56,5 milhões de pessoas em um horário em que toda Europa (e grande parte do mundo) estava dormindo. Na manhã seguinte foi assunto único das manchetes nos EUA (e no resto do mundo) e de jornais de TV. A repercussão do caso não saiu da capa de sites de notícias ao redor do mundo.

Naquele dia 2 de maio, à medida que o mundo acordava, ia tentando entender o que poderia significar a morte do terrorista mais procurado de todos os tempos, o inimigo número um dos Estados Unidos, o mentor dos ataques de 11 de setembro. Seria o fim da luta contra o terrorismo? Ou Bin Laden simplesmente seria substituído por outra pessoa? O mundo estava, a partir daquele momento, seguro? Ou a rede Al-Qaeda continuaria com força, já que não faltariam voluntários dispostos a vingar a morte do mito? Ou ainda: será que Bin Laden realmente havia sido morto? Se sim, onde estava o corpo? Onde estão as fotos do corpo?

Durante as primeiras horas após o anúncio da morte, o Terra ouviu especialistas que procuraram iniciar um trabalho nada fácil: entender quais seriam as transformações que o mundo irremediavelmente sofreria a partir do exato instante no qual a operação planejada por meses pela inteligência americana tivesse sucesso. A primeira pista veio de um professor do departamento de Relações Internacionais da Universidade de Bradford, na Inglaterra. Em entrevista ao Terra, Paul Rogers afirmou que a morte de Bin Laden era de importância menor para a guerra contra o terror, já que a Al-Qaeda não dependia mais dele para funcionar.

Ele sugeriu que o mundo não ficaria mais seguro sem Bin Laden. Muito pelo contrário. "Acho que teremos mais problemas, na realidade. Aparentemente, os recentes ataques terroristas no Marrocos não estavam ligados de forma direta a Al-Qaeda. Mas, informalmente, há uma cooperação com o grupo", disse. E naquele momento, diante da maneira como tudo aconteceu. Rogers antecipou questões que estão sendo colocadas agora. "Muitas perguntas terão que ser respondidas sobre a possibilidade de figuras políticas paquistanesas estarem acobertando ele. A colaboração do Paquistão com os EUA enquanto, supostamente, apoia ao mesmo tempo redes terroristas será uma grande questão para o futuro", disse.

Mas Rogers concordou que, de qualquer maneira, a morte de Bin Laden é "uma grande conquista simbólica para os EUA". Opinião compartilhada com o filósofo francês Charles Zarka. Ao receber o Terra no seu escritório na Universidade Paris Descartes, da prestigiada Sorbonne, para repercutir os rumos do terrorismo no século XXI, o autor de Difficile Tolerance (Difícil Tolerância) e Repenser la Démocratie (Repensar a Democracia) afirmou que a morte do líder terrorista é um "golpe violento" no "mito da Guerra Santa Islâmica". "A morte de Bin Laden é importantíssima. É um mito que morreu, e um mito é muito mais do que uma pessoa: é um símbolo vivo, é uma justificativa para certos atos, e é uma referência para muitos", disse.

A opinião de Zarka é que a morte de Bin Laden ultrapassa a barreira do simbólico. Trata-se, segundo ele, da perda de uma referência que sustentava um tipo de luta. Sem essa referência, essa luta deve perder força. "Não digo que esta morte vai acabar com o terrorismo de um dia para o outro. Mas a perspectiva que o sustentava, a de um conflito longo de civilizações, da guerra contra a América e o que ela representava para o Ocidente e para parte do Islã, acabou", afirmou o filósofo Charles Zarka.

Outro aspecto importante das repercussões sobre a morte de Bin Laden diz respeito ao desempenho de Obama. No discurso em que anunciou a morte do terrorista, o líder americano se afirmou como a pessoa que está no comando, sem, no entanto, parecer exagerado ou caricato, como o seu antecessor George W. Bush. Essa é a opinião do cientista político Stephen Duncombe, que falou ao Terra em Nova York. "Obama se apresentou como mais se sente à vontade: calmo, razoável, racional, cool. Fez questão de dividir os louros da vitória, ao mesmo tempo deixando claro que quem está no controle é ele", analisou.

Segundo Duncombe, que é professor da Gallatin School da Universidade de Nova York (NYU), ser, em última instância, o responsável pela morte do terrorista mais procurado o mundo, coloca Obama em uma posição confortável internamente, mas não garante sua reeleição. Tirar Osama de circulação ajuda, mas o que talvez mais pese seja a situação da economia. O professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Maurício Santoro também vê a economia como uma pedra no sapato de Obama, mas crê que sua atuação na missão Bin Laden foi uma vitória política para o presidente. "É uma grande vitória política para Obama. Não só porque foi o presidente que matou Osama Bin Laden, mas porque a morte do terrorista reforça seu argumento de campanha, que era sair do Iraque e se concentrar no Afeganistão e Paquistão, onde se baseava o foco das células terroristas", disse, em entrevista ao Terra.

Polêmicas
No calor da cobertura, ainda na manhã de segunda, quando grande parte do mundo ocidental estava eufórico por ter se livrado de um perigo, Daniel Santiago Chaves, historiador e pesquisador do Laboratório de Estudos do Tempo Presente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), antecipou ao Terra uma discussão que viria à tona durante a semana: a legitimidade da ação que matou Bin Laden. A justiça foi feita? Ou tratou-se de uma vingança? Para o analista, a segunda opção é a mais provável. "Há, sim, um componente analgésico, psicológico, imediato, relacionado a tudo isso. Isso é verdade, houve um bálsamo sobre a dor de todos, especialmente sobre os que perderam filhos, pais, maridos. No entanto, quando se ouve uma opinião mais crítica a respeito disso fora dos Estados Unidos, nota-se que ninguém levou isso a sério", disse, destacando que a operação rasgou o Direito Internacional.

Nos dias subsequentes não foram poucos os analistas que contestaram a ação americana. À medida que os detalhes da operação realizada em uma mansão da cidade paquistanesa de Abbottabad ficavam mais claros, grupos de Direitos Humanos começaram a questionar a real necessidade de executar o terrorista. Como o país que se considera o detentor das noções de justiça e democracia assassina uma pessoa sem defesa? Não seria uma demonstração de barbárie? Para Stephen Duncombe, sim. "Assassinato, assim como tortura, é o que as 'outras' nações fazem, não nós. A discussão sobre se Bin Laden estava ou não armado é absurda. Assim como se o despejo de seu corpo no mar foi 'respeitoso' e 'de acordo com as práticas islâmicas'. Foi uma execução!', disse o estudioso.

O autor da obra seminal Dream: Re-Imagining Progressive Politics in an Age of Fantasy (Sonho: Re-Imaginando Políticas Progressivas na Era da Fantasia, em tradução livre) tocou ainda em outro ponto crucial da questão Bin Laden: a divulgação (existência?) das imagens do corpo. Para ele, "enterro no Mar da Arábia" foi uma providência relacionada com a preocupação de que se criasse um templo de peregrinação aonde Bin Laden fosse sepultado. "Ele (Bin Laden) se tornaria um ícone, ainda que morto. E os EUA decidiram negar esta presença simbólica a ele. Foi um movimento extremamente inteligente, um tento na batalha da narrativa do espetáculo que domina nossa sociedade. De novo, símbolos e sinais são, mais do que nunca, armas poderosas nas guerras contemporâneas", completou Duncombe.

Terra
  1. Centenas de juristas e advogados de Lahore dedicaram suas orações desta sexta-feira ao terrorista Osama bin Laden, morto no último dia 2 em uma ação comandada pelos EUA

    Foto: AP

  2. Juristas e advogados pararam suas atividades para rezar por Osama bin Laden

    Foto: AP

  3. A manifestação aconteceu em frente à corte de Justiça da cidade

    Foto: AP

  4. Centenas de advogados e outros simpatizantes dedicaram suas orações ao terrorista morto

    Foto: AP

  5. Juristas paquistaneses cantam e oferecem orações a Osama bin Laden, em Lahore

    Foto: AP



  6. Foto: Terra

  7. Apoiadores de um partido muçulmano de oposição protestam contra o governo americano, em Abbottabad

    Foto: AP



  8. Foto: Terra

  9. A casa onde Osama bin Laden foi encontrado, em Abbottabad, no Paquistão, recebeu reforço na segurança

    AFP
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  10. Foto: Terra

  11. O premiê paquistanês, Yusuf Raza Gilani, discursa no Parlamento sobre a operação americana que matou Bin Laden

    Foto: AP



  12. Foto: Terra

  13. Membros do grupo Muthahida Shehri Mahaz queimam uma bandeira dos EUA e protestam contra a morte de Bin Laden, em Multan, no Paquistão

    Reuters
    Foto: Reuters



  14. Foto: Terra

  15. Crianças brincam com armas de brinquedo perto da casa onde Bin Laden foi morto, em Abboattabad, onde a segurança foi reforçada

    AFP
    Foto: AFP



  16. Foto: Terra

  17. "Cortamos a sua cabeça e iremos por fim derrotá-los", afirmou o presidente Obama sobre a Al-Qaeda

    Foto: AP

  18. O presidente Obama ri durante pronunciamento ao comando que participou da morte do terrorista saudita

    Reuters
    Foto: Reuters

  19. Em discurso, Barack Obama afirmou que os EUA "decapitaram" a Al-Qaeda com a morte de Osama bin Laden

    AFP
    Foto: AFP

  20. O presidente Barack Obama chega à base de Fort Campbell, em Kentucky, para fazer um agradecimento à equipe que matou Bin Laden

    Foto: AP

  21. Indignados com morte de Bin Laden, muçulmanos filipinos tentam passar por bloqueio policial enquanto marcham em direção à embaixada dos EUA para fazer orações, em Manila

    AFP
    Foto: AFP

  22. Egípcios carregam uma foto de Osama bin Laden em marcha até embaixada dos EUA, após as orações tradicionais de sexta-feira no Cairo. Americanos são o principal alvo dos muçulmanos que realizam protestos simultâneos em inúmeros países

    AFP
    Foto: AFP

  23. Mobilização pró-bin Laden tomou conta das ruas de Srinagar, na região da Caxemira, Índia, onde a morte do terrorista também provocou indignação de tom anti-americano

    Foto: AP

  24. Enquanto guerra prossegue, clérigo radical Omar Bakri Mohammed conduz manifestação com orações para homenagear o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, em uma mesquita de Trípoli, capital da Líbia


    Foto: AP

  25. Em Java, indonésios mascarados gritam palavras de ordem muçulmanas durante protesto organizado nesta sexta-feira para condenar morte de Osama bin Laden


    Foto: AP

  26. "Os serviços prestados por Osama aos muçulmanos serão para sempre lembrados", disse Abdul Qaidr Loone, jovem líder do JUI, em um discurso

    EFE
    Foto: EFE

  27. Manifestação organizada pelo Jamiat Ulema e Islam (JUI), partido político ideologicamente ligado aos talibãs em Kuchlak, lembra morte de Bin Laden, no subúrbio de Quetta

    EFE
    Foto: EFE

  28. Simpatizantes do partido político Jamiat Ulma e Islam Nazaryati rezam por Osama bin Laden em Quetta

    EFE
    Foto: EFE



  29. Foto: Terra

  30. O presidente americano, Barack Obama, discursa para bombeiros envolvidos no resgate a vítimas do ataque de 11 de setembro às Torres Gêmeas

    Foto: AP

  31. O presidente americano saúda no desembarque do Air Force One em Nova York

    AFP
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  32. Imagem aérea mostra o Marco Zero em construção; o presidente Obama visitará o local nesta quinta-feira

    Reuters
    Foto: Reuters

  33. Mulher tira fotos de sua filha em frente ao portão do complexo residencial onde Osama bin Laden foi morto, em Abbottabad. Moradores da cidade paquistanesa ainda estão confusos e desconfiados em relação à operação que matou o líder da Al-Qaeda no último domingo, dia 1º de maio

    Foto: AP



  34. Foto: Terra


  35. Partes do helicóptero americano destruído no pátio da mansão que escondia Osama bin Laden

    Reuters
    Foto: Reuters

  36. Imagem mostra o quintal da casa onde Osama Bin Laden esteve escondido em Abbottabad

    Reuters
    Foto: Reuters

  37. Destroços podem ser vistos no pátio da casa um ahora após a operação que matou o terrorista mais procurado do mundo

    Reuters
    Foto: Reuters

  38. Policial e soldados fazem patrulha no aeroporto internacional de Nice após reforço da segurança na França

    Reuters
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  39. Foto: Terra

  40. O diretor da CIA, Leon Panetta (centro), deixa a sala após reunião em que apresentou dados secretos sobre a morte de Bin Laden, no Capitólio

    EFE
    Foto: EFE

  41. Reforço no policiamento também é aplicado nas imediações da embaixada americana em Santo Domingo, capital da Reública Dominicana

    EFE
    Foto: EFE

  42. Equipes de segurança da embaixada dos Estados Unidos em Paris, localizada em meio a pontos turísticos como a Praça da Concórdia e a avenida Champs Elysées, reforçam as medidas de segurança após a morte de Bin Laden e abordam, inclusive, fotógrafos que querem registrar imagens do local


    Foto: Lúcia Müzell/Especial para Terra

  43. Cerca de dez policiais britânicos fortemente armados providenciam a segurança externa da embaixada dos Estados Unidos em Londres. Um dia após o anúncio da morte de Osama Bin Laden, é possível perceber alterações nos esquemas de policiamento em inúmeras representações diplomáticas americanas pelo mundo. Risco de novos atentados deixam os EUA em alerta

    Foto: Ulisses Neto/Especial para Terra

  44. Deputados Paul Ryan (esq.) e o colega da Virginia Bob Goodlatte chegam à reunião em que o diretor da CIA, Leon Panetta, apresenta um informe sobre a morte de Bin Laden, no Captólio

    EFE
    Foto: EFE

  45. No Ground Zero, cerne do ataque às Torres Gêmeas, pessoas fotografam manchetes e capas de jornais repercutindo a morte de Osama bin Laden

    Foto: AP

  46. Homens se abraçam durante um velório simbólico de Osama bin Laden realizado por apoiadores do líder da Al-Qaeda, em Karachi, no Paquistão

    Reuters
    Foto: Reuters

  47. Apoiadores de Osama bin Laden rezam em sua homenagem durante um velório para o líder da Al-Qaeda

    Reuters
    Foto: Reuters

  48. Apoiadores de Bin Laden choram ao homenageá-lo em um velório simbólico, realizado em Karachi

    Reuters
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  49. Apoiadores da organização islâmica Jamaat-ud-Dawa protestam antes de um velório simbólico a Bin Laden, em Karachi, no Paquistão

    Reuters
    Foto: Reuters

  50. Em foto de segunda-feira divulgada nesta terça, um helicóptero das forças americanas caiu perto da casa onde Bin Laden foi morto, em Abbottabad

    EFE
    Foto: EFE

  51. Moradores de Abbottabad e repórteres observam a casa onde Osama bin Laden foi morto, no Paquistão

    Foto: AP

  52. O chanceler francês, Alain Juppé, critica o Paquistão quanto à "falta de clareza" em relação a Bin Laden

    AFP
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  53. Indianos seguram cartaz de agradecimento a Obama por morte de Osama bin Laden durante protesto em Nova Délhi

    Foto: AP

  54. A morte de Bin Laden foi capa dos principais jornais do mundo; na foto, imagem de diários em uma banca na Alemanha

    Foto: AP



  55. Foto: Terra

  56. Após o pronunciamento oficial, Obama recebe cumprimentos de autoridades

    Foto: Pete Souza/Casa Branca/Divulgação

  57. Da Casa Branca, Obama anuncia para o mundo a morte de Bin Laden

    Foto: Pete Souza/Casa Branca/Divulgação

  58. Além da secretaria de Estado, Hillary Clinton, e do vice-presidente, Joe Biden, autoridades da segurança acompanharam o pronunciamento de Obama na Casa Branca

    Foto: Pete Souza/Casa Branca/Divulgação

  59. Obama fez os últimos ajustes no discurso antes do pronunciamento na televisão em que detalhou a morte de Bin Laden

    Foto: Pete Souza/Casa Branca/Divulgação

  60. Antes do pronunciamento oficial, o presidente americano faz uma série de telefonemas, entre eles para os ex-presidentes George W. Bush e Bill Clinton, para informar sobre o sucesso da missão

    Foto: Pete Souza/Casa Branca/Divulgação

  61. Obama escuta a apresentação feita pelos técnicos de segurança sobre a operação para capturar Bin Laden

    Foto: Pete Souza/Casa Branca/Divulgação

  62. Na imagem divulgada pela Casa Branca, Obama discute o plano americano de capturar Bin Laden, concluído com sucesso no dia 1º de maio

    Foto: Pete Souza/Casa Branca/Divulgação

  63. Barack Obama e seu vice, Joe Biden, conversam com os membros da segurança nacional em uma das reuniões sobre a missão de captura de Bin Laden, na Casa Branca

    Foto: Pete Souza/Casa Branca/Divulgação

  64. A Casa Branca divulgou imagens de reuniões entre o presidente americano Barack Obama e membros da segurança nacional sobre a missão que resultou na morte do terrorista mais procurado pelos Estados Unidos, Osama bin Laden, no dia 1º de maio

    Foto: Pete Souza/Casa Branca/Divulgação

  65. Jeff Ray (dir) e Jan Ray escrevem em um cartaz em Shanksville, na Pensilvânia, que lembra o ataque de 11 de setembro de 2001

    AFP
    Foto: AFP

  66. Boneco representa o presidente americano Barack Obama carregando a cabeça do terrorista mais procurado no mundo e morto no dia 1º de maio, Osama bin Laden


    AFP
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  67. Mike Low, pai da aeromoça da American Airlines, Sara Low, que morreu nos ataques de 11 de setembro, comentou a morte de Osama bin Laden

    Foto: AP

  68. População visita o Marco Zero e comemora a morte de Osama bin Laden, responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001

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  69. Um dia após a morte de Bin Laden, local que abrigava as torres gêmeas continua em obras para receber novos aranha-céus

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  70. Moradores olham para o Marco Zero, local onde antes se erguiam as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York

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  71. Um homem vende bandeiras dos Estados Unidos para comemorar a morte de Osama bin Laden em Nova York

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  72. Rosa é colocada em frente a sede do Corppo de Bombeiros de Nova York nas proximidades da área onde ficava o World Trade Center. O local foi alvo do maior atentado da história, que foi orquestrado por Osama bin Laden, morto por forças americanas no Paquistão

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  73. Familiares demonstraram satisfação com a morte do terrorista que arquitetou o ataque ao World Trade Center

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  74. Rosemary Cain, mãe do bombeiro George Cain, morto no resgate antes das torres gêmeas desabarem, mostra a foto do filho na conferência

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  75. Parentes das vítimas levaram as fotos de seus entes queridos durante a reunião nos escritórios Norman Siegel, em Nova York

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  76. O casal Joyce e Russell Mercer, pais do bombeiro Scott Mercer, que perdeu a vida no World Trade Center, participam da reunião sobre a morte do terrorista mais procurado do mundo

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  77. Pessoas que perderam familiares durante os ataques terroristas de 11 de setembro concedem entrevista sobre a morte de Bin Laden em Nova York

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  78. Após a morte de Bin Laden, operários penduram uma bandeira americana no Marco Zero em construção, em Nova York

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  79. Jim Schweizer deposita flores no túmulo de Thomas Burnett, uma das vítimas dos ataques de 11 de setembro, em Bloomington, Minnesota

    Foto: AP

  80. Andrea Masano visita o memorial de Massachusetts em homenagem às vítimas do 11 de setembro, em Boston

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  81. O presidente americano faz seu segundo pronunciamento sobre a morte de Osama Bin Laden, em Washington

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  82. O artista indiano Sudarshan Pattnaik finaliza uma escultura de areia que representa o rosto de Bin Laden ao lado da expressão "O Fim", em Puri, na Índia

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  83. O TSA - departamento de segurança dos transportes - aumentou o cuidado na checagem dos passageiros após morte de líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden

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  84. Passageiros são revistados no aeroporto internacional de Orlando, nos EUA. Seguraça aumentou após morte de Osama Bin Laden por tropas americanas

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  85. Paquistaneses do partido Jamiat Ulema-e-Islam fazem protesto para condenar o assassinato de Bin Laden, em Quetta

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  86. Em barreira de trânsito, policial iraquiano usa equipamento para inspecionar veículos, em Bagdá

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  87. Policiais reforçam a segurança na Grand Central Station de Nova York, após a morte de Osama bin Laden

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  88. A embaixada americana em Atenas, na Grécia, também reforçou sua segurança nesta segunda-feira

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  89. Policiais britânicos fazem patrulha a cavalo pela Downing Street, em Londres

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  90. Policial revista morador perto do consulado dos EUA em Karachi, no Paquistão, que reforçou a segurança

    Foto: AP

  91. A secretária de Estado americana faz seu primeiro pronunciamento após a morte de Bin Laden, em Washington. Hillary afirmou que a morte do líder da Al-Qaeda não encerra a campanha contra o terrorismo e os EUA não desistirão de trabalhar para eliminar o terror e garantir a segurança no mundo

    Foto: AP

  92. A imagem da cama em que Osama Bin Laden foi morto no domingo, dia 1º de maio, foi obtida por um frame do vídeo feito pelo canal americano de televisão ABC

    Reuters
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  93. Manifestantes simpáticos aos EUA comemoram com cartazes a morte do líder da Al-Qaeda na Índia

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  94. Indianos comemoram a morte de Osama Bin Laden na cidade de Ahmedabad nesta segunda-feira

    Foto: AP

  95. Americanos comemoram a morte de Bin Laden na Times Square, em Nova York

    Foto: AP

  96. Na Índia, manifestantes pró-EUA comemoram a morte de Osama Bin Laden queimando cartazes com fotos do líder da Al-Qaeda

    Reuters
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  97. Protestantes anti-governistas do Iêmen assistem pela TV à notícia da morte de Osama Bin Laden

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  98. Carro da polícia permanece em frente à embaixada dos EUA em Madri, na Espanha

    Foto: AP

  99. Soldados retiram pedaços de um helicóptero, perto da casa onde Bin Laden teria sido morto, em Abbottabad

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  100. Soldado paquistanês anda perto de uma casa onde Osama bin Laden estaria quando foi morto, em Abbottabad

    Foto: AP

  101. Duas pessoas se abraçam nas ruas dos EUA em comemoração à morte de Osama Bin Laden

    Foto: AP

  102. Na Jordânia, homem sorri enquanto recebe a notícia da morte de Bin Laden pela televisão

    Foto: AP

  103. População vai às ruas nos EUA comemorar assassinato de líder da Al-Qaeda, Bin Laden

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  104. Homem segura um cartaz com a frase: "EUA ganhando", fazendo alusão à vitória após a morte de Osama Bin Laden

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  105. O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, fala à imprensa no Palácio Presidencial em Kabul sobre morte de Bin Laden

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  106. Foto: Terra

  107. Obama se prepara para falar à TV e confirmar a morte de bin Laden

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  108. Jovens se reunem para festejar a notícia da morte do terrorista mais procurado do mundo

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  109. Bandeira dos Estados Unidos tremula em meio à multidão que comemora o anúncio da morte de bin Laden

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  110. Multidão cerca a Casa Branca à espera da confirmação da morte do terrorista

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  111. Presidente Barack Obama lê o anúncio da morte de bin Laden para os fotógrafos, na Casa Branca, após ter falado para a TV

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  112. Imagem do presidente Barack Obama aparece em monitor durante o anúncio da morte de bin Laden

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  113. Com gritos de alegria e mensagens patrióticas, pessoas se amontoaram em frente à sede do governo americano

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  114. Multidão reunida em frente à Casa Branca comemora anúncio da morte de bin Laden

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  115. Povo festeja a morte de Osama em frente à Casa Branca

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