O Partido Nacionalista Escocês (SNP) fez história nesta sexta-feira ao conseguir a maioria no Parlamento da Escócia após as eleições autônomas realizadas ontem, nas quais obteve 65 cadeiras de um total de 129.
Esta é a primeira vez desde 1999, quando foi constituída a Assembleia escocesa, que um partido obtém mais de 50% dos assentos. O SNP superou com folga seus principais oponentes, trabalhistas e liberais-democratas.
Com quase todos os votos apurados, os nacionalistas - liderados pelo primeiro ministro Alex Salmond, que garantiu mais um mandato de cinco anos - tinham 65 cadeiras (ganho de 27 em relação à última formação parlamentar); os trabalhistas contavam com 29 (perdiam 10); os conservadores ficavam com 9 (perdiam 5); e os liberais, com 4 (perdiam 13).
Com esta vitória, Salmond, que qualificou o resultado como "histórico", tem agora aberta a possibilidade de convocar um plebiscito sobre a independência escocesa, principal objetivo de seu partido.
A proposta de independência visa dar aos escoceses todas as competências governamentais e o controle de seus recursos econômicos, mas manteria o país como parte do Reino Unido.
O primeiro-ministro britânico, o conservador David Cameron, parabenizou o líder do SNP pela vitória, como também o fez o líder do Partido Trabalhista escocês, Iain Gray, que prometeu trabalhar com o novo governo para "combater o desemprego".

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