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 Polícia reprime manifestação antimonárquica na Suazilândia
12 de abril de 2011 14h32 atualizado às 14h55

A polícia da Suazilândia reprimiu duramente nesta terça-feira uma manifestação contra o último monarca absoluto da África, atacando com cacetetes as centenas de professores e estudantes que saíram às ruas desafiando a proibição oficial.

Os membros das forças de segurança invadiram o prédio do sindicato de professores, onde os manifestantes se refugiaram.

Os manifestantes tentavam chegar ao centro de Manzini, a principal cidade do pequeno reino encravado entre a África do Sul e Moçambique, onde estava programada um grande protesto que acabou não acontecendo.

A polícia prendeu 13 opositores, informou Muzi Mhlanga, secretário-geral do sindicato de professores SNAT.

Os sindicatos e as organizações estudantis, únicas forças de oposição toleradas num país onde os partidos políticos são proibidos desde 12 de abril de 1973, haviam decidido se manifestar contra o regime do rei Msuati III, respondendo a uma convocação no Facebook.

Msuati III, conhecido por seus treze casamentos, perdeu o respeito de boa parte da população devido a suas extravagâncias e sua vida luxuosa, que contrastam com a grande pobreza de um país com finanças públicas falidas.

AFP
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