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 França fechará usinas que não superarem testes de resistência
25 de março de 2011 11h58 atualizado às 12h13

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, assegurou nesta sexta-feira que fechará todas as usinas nucleares que não superarem os testes de resistência que a União Europeia (UE) vai realizar após o acidente da central japonesa de Fukushima.

"Nós assumiríamos imediatamente as consequências, e só há uma consequência para a França, o fechamento", asseverou Sarkozy em entrevista coletiva no final do Conselho Europeu realizado em Bruxelas.

Os líderes europeus se comprometeram nesse encontro a que todas as instalações nucleares do continente passem por esses "testes de esforço" para verificar sua segurança, por exemplo, perante uma hipotética catástrofe natural.

Segundo explicou Sarkozy, a Comissão Europeia será a encarregada de "estabelecer o marco dos controles" e as autoridades nucleares independentes os desenvolverão e tornarão os resultados públicos, que serão avaliados pelos reguladores atômicos do bloco.

O presidente francês, cujo país é a principal potência europeia em matéria de energia nuclear, deixou claro que após as discussões entre os líderes da UE a decisão de optar ou não pela energia atômica continua estando nas mãos de cada país.

Ressaltou, além disso, que o ocorrido no Japão "não tem nada a ver com Chernobil" e lembrou que a central de Fukushima resistiu sem problemas ao forte terremoto que sacudiu o país e os problemas se derivaram do tsunami que inutilizou parte de seus sistemas.

EFE
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