O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, fala sobre documentos do WikiLeaks em coletiva de imprensa em Berlim
Foto: AP
O ministro de Assuntos Exteriores alemão, Guido Westerwelle, foi duramente criticado após o vazamento de informações do país no WikiLeaks com comentários depreciativos sobre sua gestão. O próprio Westerwelle, presidente do Partido Liberal (FDP) e vice-chanceler de Angela Merkel, descartou a hipótese de que a fonte das indiscrições tenha sido alguém do seu próprio partido, como afirma a versão divulgada pela revista alemã Der Spiegel.
"Não acho que a história tenha sido assim", rejeitou o ministro de Exteriores, sobre a versão de que alguém do FDP tenha sido o informante a serviço do embaixador dos Estados Unidos. De acordo com as informações publicadas pela revista, um membro do partido - a quem o embaixador dos EUA, Philip Murphy, descreve em seus relatórios como "um jovem ambicioso" - informou todos os detalhes das negociações de coalizão com Merkel em outubro de 2009.
Graças a esse informante, Murphy repassou o conteúdo a Washington. Os documentos do WikiLeaks ainda avaliam Westerwelle como um político despreparado para o cargo. O porta-voz do governo de Berlim, Steffen Seibert, disse que o episódio não afetará as relações bilaterais com os EUA, mas ressaltou que a divulgação foi ilegal.
"Nossas relações bilaterais são concretas", afirmou Seibert. Em comunicado, Westerwelle qualificou o vazamento como uma "atuação lamentável", que espera que não traga consequências para a segurança da Alemanha e de seus aliados", questão que está sendo analisada por especialistas do governo.

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