Estudiosos da Argentina, Brasil, México, Paraguai e da Organização Internacional para as Migrações (IOM, na sigla em inglês) começaram a analisar nesta terça-feira em Assunção, no Paraguai, as políticas públicas para combater o tráfico de pessoas.
"A sociedade deve ser conscientizada sobre a necessidade de promover relações pacíficas para que jamais ocorra exploração entre seres humanos", disse o presidente do Congresso paraguaio, Óscar González Daher.
O especialista considerou a importância de normas pontuais para erradicar o tráfico de pessoas e reconheceu, além disso, que seu "país ainda precisa de mais leis que acompanhem as vítimas e facilitem sua reabilitação, amparo e sustento de forma digna".
O seminário internacional contou com a participação da ministra paraguaia da Secretaria da Mulher, Glória Rubín.
Glória destacou que seu país tem um albergue direcionado para as vítimas desse tipo de abuso e que com o apoio do governo da Espanha prevê a instalação de outros dormitórios similares em regiões fronteiriças com a Argentina e com o Brasil.
Entre os especialistas internacionais que participam do seminário está a brasileira Jaqueline de Souza Leite que dissertará temas sobre Mulheres em situação de tráfico de pessoas no processo migratório internacional, e Tráfico de mulheres: uma violência encoberta.
Especialistas reunidos sob a coordenação da Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciaram em 2009 que Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e República Dominicana lideravam a lista de países da América Latina com maior índice de tráfico de pessoas.

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