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 Hezbollah condena massacre em igreja em Bagdá
01 de novembro de 2010 16h33 atualizado às 17h28

O grupo xiita libanês Hezbollah qualificou de "crime terrorista" o massacre cometido no último domingo em uma igreja em Bagdá, do qual responsabilizou a "ocupação" no Iraque e os planos israelenses na região.

"Nunca antes da ocupação americana no Iraque havia sido cometido um crime atroz como esse na região, que era uma terra de tolerância, convergência e coexistência", afirmou a organização em comunicado, onde considera que os Estados Unidos invadiram o país árabe para provocar discórdia e incitar o sectarismo.

Pelo menos 58 pessoas morreram, a maioria mulheres e crianças, na igreja de Sayida An Nayá (Senhora do Socorro, em árabe), em Bagdá, no ataque armado e na operação para libertar os reféns presos no interior do templo, segundo a última apuração dada por fontes policiais iraquianas.

Para o Hezbollah, "neste crime está clara as impressões digitais e maliciosas do projeto sionista, que está baseado na fragmentação da população regional em entidades rivais para dominá-la totalmente".

Além disso, o grupo xiita expressou suas condolências às vítimas e familiares, e incentivou os iraquianos a cooperarem entre eles, prendendo e julgando os assassinos.

O massacre de cristãos no Iraque também foi condenado por dirigentes políticos e religiosos libaneses de todas as crenças.

EFE
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