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 Bento XVI condena "violência feroz" contra cristãos no Iraque
01 de novembro de 2010 09h59 atualizado às 10h12

segunda-feira "violência absurda e feroz" contra pessoas indefesas no Iraque, depois que um grupo ligado à Al-Qaeda invadiu no domingo a catedral siríaca católica de Bagdá e matou dois padres e 35 fiéis.

"Rezo pelas vítimas desta violência absurda e feroz que atingiu pessoas indefesas, reunidas na casa de Deus, que é um lugar de amor reconciliação", disse o Papa após a bênção do Angelus na Praça de São Pedro.

"Expresso minha solidariedade afetuosa à comunidade cristã (iraquiana), de novo afetada", completou.

"Diante dos episódios atrozes de violência que continuam desgarrando as populações de Oriente Médio, quero renovar meu chamado à paz", afirmou.

O ataque, cometido no domingo, véspera da festa de Todos os Santos, foi um dos mais violentos cometidos contra os cristãos do Iraque.

A ação foi reivindicada por um grupo ligado à Al-Qaeda, o Estado Islâmico do Iraque, que também deu um ultimato de 48 horas à igreja copta do Egito para libertar os muçulmanos "detidos em mosteiros" deste país, segundo o Centro Americano de Vigilância de Sites Islamitas (SITE).

No dia 12 de outubro, durante o sínodo sobre o Oriente Médio no Vaticano, o arcebispo de Kirkuk (norte do país) manifestou preocupação com o "êxodo mortal" dos cristãos do Iraque.

AFP
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