Homem lê em diário iraquiano notícia do site WikiLeaks em Bagdá. De acordo com o site, desde a invasão americana, em 2003, de um total de 100 mil mortos no país, 70 mil seriam civis.
Foto: EFE
O exército dinamarquês anunciou neste domingo sua intenção de analisar os documentos confidenciais sobre a guerra do Iraque publicados pelo site WikiLeaks que envolvem militares dinamarqueses. "Queremos ver esses documentos por nós mesmos e compará-los com nossas próprias informações", declarou Torben Kjedsen, porta-voz do comando militar dinamarquês.
Segundo um site de informação dinamarquês, certos documentos demonstram que as tropas dinamarquesas presentes no Iraque de 2003 a 2007 entregaram cerca de 62 prisioneiros às autoridades iraquianas, apesar de serem alertadas de que eles corriam o risco de tortura se estivessem nas mãos da polícia iraquiana.
O site WikiLeaks publicou na sexta-feira cerca de 400 mil documentos confidenciais do exército americano sobre a guerra do Iraque que mostram que as autoridades americanas encobriram torturas sistemáticas cometidas pelas forças iraquianas e ocultaram os números de vítimas civis do conflito.

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