Notícias » Mundo » Mundo

 Para Al Iraqiya, WikiLeaks prova que Iraque é 'país sem lei'
24 de outubro de 2010 11h12 atualizado às 14h37

O partido político Al Iraqiya, vencedor nas eleições iraquianas de 7 de março, afirmou neste domingo que os documentos revelados pelo site WikiLeaks sobre a Guerra do Iraque são muito precisos e demonstram que este é um "país sem lei". "Os documentos de WikiLeaks sobre o Iraque são 100% precisos", ressaltou em comunicado o conselheiro de Al Iraqiya Hani Ashour.

Os relatórios, acrescentou Ashour, "provam que o Iraque é um país sem lei há anos, e isto pode ser comprovado no número de vítimas e na incapacidade de suas famílias para pedir indenizações ou conhecer a realidade das violações contra seus familiares".

De acordo com Ashour, os documentos publicados pela WikiLeaks, que demonstram a existência de um maior número de vítimas civis e o encobrimento das torturas por parte dos Estados Unidos, comprometem mais as forças americanas do que o Governo iraquiano, embora, esclareceu, "não são acusações, como muitos afirmam".

O representante do Al Iraqiya pediu que não se politize o assunto, tampouco coloque em dúvida a veracidade dos documentos só para defender o Governo e afirmou que todas as reações contra os textos são "radicalismos que negam os direitos de milhões", com fins políticos e sem provas que o sustentem. Ashour lembrou que os iraquianos e as autoridades têm milhões de provas que reiteram o que se lê nos textos e algumas destas "estão nos corpos das vítimas, dos detidos que morreram".

Os relatórios garantem que desde a invasão americana do Iraque, em 2003, 70 mil civis morreram, de um total de 100 mil iraquianos, e acusam o primeiro-ministro do país, Nouri al-Maliki, de ter ordenado as detenções seletivas.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.