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 Um morre em protesto contra queima do Alcorão no Afeganistão
10 de setembro de 2010 08h57 atualizado às 10h21

Muçulmanos protestam contra as declarações do padre americano, em Jalalabad, no Afeganistão. Foto: AP

Muçulmanos protestam contra as declarações do padre americano, em Jalalabad, no Afeganistão
Foto: AP

Uma pessoa morreu nesta sexta e outras seis ficaram feridas em confrontos entre as forças de segurança e manifestantes que protestavam em Faizabad (nordeste do Afeganistão) contra o projeto de um pastor evangélico americano de queimar o Alcorão.

Milhares de pessoas saíram indignadas às ruas da cidade, capital da província de Badakhshan, após o fim das rezas nas mesquitas pela festividade do Eid ul-Fitr, que lembra o fim do mês de jejum do Ramadã.

Os manifestantes se reuniram em frente à base da equipe provincial de reconstrução que a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) da Otan tem em Faizabad, como indicou à agência afegã AIP.

Nos confrontos posteriores com as forças afegãs de segurança um manifestante civil morreu e outros dois ficaram feridos, assim como quatro policiais tiveram ferimentos.

Os habitantes da cidade queriam expressar sua repulsa ao projeto do pastor radical Terry Jones, da Flórida (EUA), de queimar o Alcorão amanhã, quando se lembra os nove anos dos ataques contra as Torres Gêmeas e outros alvos americanos.

Aqueles atentados, dos quais os EUA responsabilizaram o líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, "hóspede" dos talibãs afegãos, levaram à invasão americana do Afeganistão e a derrocada em novembro do regime fundamentalista.

Jones suspendeu ontem seus planos em meio a uma intensa pressão internacional e após receber uma ligação do chefe do Pentágono, Robert Gates, e uma visita do FBI (polícia federal americana).

O pastor disse à imprensa e aos fiéis em Gainesville que recuassem porque os responsáveis de construir um centro islâmico perto do "marco zero" onde ficavam as Torres Gêmeas de Nova York tinham desistido de situar o prédio no local, fato que estes desmentiram.

Jones replicou, então, que reconsiderava sua decisão de cancelar a queima. Na ligação, Gates expressou sua preocupação, pois "a queima do Corão poderia colocar em risco a vida de militares americanos, especialmente no Iraque e no Afeganistão" e pediu que cancelasse a iniciativa, segundo o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell.

Às advertências uniu-se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que classificou a convocação da queima do Corão como um "ato destrutivo" que ajudará à Al-Qaeda a recrutar combatentes e expõem a mais riscos aos soldados norte-americanos.

As tropas dos EUA compõem o grosso dos 150 mil homens destacados no Afeganistão.

EFE
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  1. Manifestantes queimam boneco do presidente dos EUA, Barack Obama, em Srinagar, na Índia

    Foto: AP

  2. Muçulmanos queimam bandeira em que está escrito "América selvagem", na Caxemira indiana

    Foto: AP

  3. Paquistaneses seguram bandeiras em protesto contra a queima do Alcorão, em Peshawar

    Foto: AP

  4. Homem aponta arma de brinquedo para boneco do pastor Terry Jones, que ameaçou queimar o Alcorão

    Foto: AP

  5. Manifestantes queimam boneco representando o pastor americano, em Peshawar

    Foto: AP

  6. Muçulmanos protestam contra as declarações do padre americano, em Jalalabad, no Afeganistão

    Foto: AP

  7. Pneus são queimados em ato de repúdio à promessa do padre

    Foto: AP

  8. No Paquistão, muçulmanos seguram faixa de protesto, em Rawalpindi

    Foto: AP

  9. O pastor Terry Jones, da igreja Dove World Outreach Center, disse que queimaria 200exemlares do Alcorão

    Foto: AP

  10. Jovem participa de protesto contra a queima do livro sagrado

    Reuters
    Foto: Reuters

  11. Muçulmanos seguram um cartaz com a inscrição "EUA, não testem nossa paciência", na Índia

    Reuters
    Foto: Reuters

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