Uma ONG denunciou que em alguns bairros da cidade colombiana de Medellín grupos criminosos aliciam alunas de escolas e depois as convencem a vender sua virgindade por preços que oscilam entre US$ 100 e US$ 220, informou nesta sexta o jornal El Tiempo em seu site.
Com base em seus testemunhos, a ONG Con Vivamos descobriu como funciona o recrutamento de meninas à prostituição. Jovens delinquentes ligadas à quadrilha são responsáveis por identificar algumas estudantes e pedem a elas que descubram quem são virgens entre suas colegas. De posse da informação, as convencem a venderem a primeira experiência sexual pelo preço que varia de US$ 100 a US$ 220.
O negócio tem prosperado porque a pobreza é o denominador comum entre os moradores dos bairros de Medellín, detalha os responsáveis pela ONG.
"Sabemos que existe uma rede especializada nisso. Quem está por trás é um grupo criminoso armado, por isso não podemos ir atrás deles", confessa a psicóloga Clara Ortiz, coordenadora do programa de infância nesta ONG.
"Assim se forma uma rede de prostituição e abuso infantil que é favorecida pelas precárias condições econômicas nas quais vivem as vítimas", assinala El Tiempo.
Com Vivamos citou um caso de uma menina de 17 anos. Ela contou que um homem a abordou e, dias mais tarde, pediu que investigasse em sua escola possíveis alunas para seduzir com a oferta e assim conseguiu fazer uma lista, ao mesmo tempo em que ela mesma prostituía-se, apesar da fama, até aquele momento, de recatada.
Contou ainda que duas amigas que presenciaram seu progresso econômico entraram no esquema de cooptar meninas. Mais tarde, no entanto, quando as garotas quiseram deixar a rede foram ameaçadas e obrigadas a mudar de bairro junto de suas famílias.

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