"Estamos enfrentando a temporada de chuvas mais intensa que nosso querido México já registrou", disse o presidente, durante visita às regiões do estado de Nuevo León (norte) afetadas pelo furacão Alex, que em julho deixou 22 mortos e deixou desabrigadas 40.000 pessoas.
"Em média, no país, as chuvas de junho e julho estiveram 40% acima da média", enquanto de janeiro a agosto, "foram quase o dobro da média histórica" no México, explicou o presidente.
Calderón disse ainda que, segundo previsões, o mês de setembro será "um dos mais chuvosos em muitos anos".
O presidente destacou a situação do estado de Tabasco (sudeste), onde em julho e agosto "choveu muito mais" do que no mesmo período de 2007. Em outubro daquele ano foram registradas em Tabasco inundações que alagaram 70% da superfície do estado, afetando 1,2 milhão de pessoas.
Novecentas e catorze mil pessoas foram afetadas pelas tempestades que há uma semana castigam o sul e o leste do México, segundo informes entregues na quinta-feira por autoridades e organismos de socorro.
Os estados mais castigados são Tabasco (124.000 afetados), Veracruz (500.000) e Oaxaca (290.000). Nestes estados transbordaram represas e povoados inteiros foram inundados.
Além do Alex, o México foi afetado este ano por outro furacão, Frank, que deixou pelo menos quatro mortos em Oaxaca, no fim de agosto.
gbv/mvv

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