O Mercosul - formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - com a Venezuela em processo de entrada formal, "não conseguiu envolver o povo e se transformou em um clube de Chancelarias", afirmou Almagro durante uma entrevista coletiva na Presidência.
O chanceler pediu que sejam cumpridas as decisões judiciais do Tribunal Arbitral do bloco como forma de os cidadãos dos quatro países se aproximarem do processo de integração.
Ele também criticou as muitas exceções e lacunas da Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco e a "necessidade de agilizar" os certificados sanitários e fitossanitários entre os países para facilitar o intercâmbio comercial.
Além disso, o ministro pediu uma "solução" para que se avance no processo do Parlamento do Mercosul, especialmente na forma de escolher seus representantes.
O Mercosul "deve ter uma relação mais dinâmica" com os Estados Unidos e a China, acrescentou o ministro, durante um encontro com a imprensa para analisar diversos temas da Chancelaria.
Almagro também destacou o "compromisso" do Brasil, como presidente pró-tempore do bloco, de "avançar" na busca de um acordo comercial com a União Europeia (UE).
"Não é simples porque há em jogo muitos e grandes interesses econômicos, mas a vontade dos dois blocos está em sintonia", ressaltou.
Apesar da visão crítica, Almagro assinalou que o Mercosul é "uma prioridade estratégica" para o Uruguai. Segundo ele, "ampliar e intensificar cada vez mais" as relações com os países vizinhos e da região "é fundamental" para o Governo do presidente José Mujica.
Com o Brasil, "houve um grande impulso" nas relações desde que Mujica assumiu o poder no Uruguai, no último 1º de março, e "várias reuniões" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com atenção "prioritária" à integração da infraestrutura bilateral, destacou o chanceler.

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