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 México rebate Hillary e diz não ter semelhanças com Colômbia
08 de setembro de 2010 18h20 atualizado às 19h20

Mexicanos rebateram afirmação de Hillary de que o México seria a Colômbia de 20 anos atrás em violência. Foto: AP

Mexicanos rebateram afirmação de Hillary de que o México seria a Colômbia de 20 anos atrás em violência
Foto: AP

O México não concorda com a afirmação da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que comparou a situação da violência no país com a da Colômbia há 20 anos, disse nesta quarta-feira um porta-voz presidencial. "Não repartimos as afirmações nesse sentido, já que há diferenças muito importantes entre o que a Colômbia enfrentou e o que o México enfrenta", disse em coletiva de imprensa Alejandro Poiré, porta-voz presidencial em assuntos de segurança nacional.

Hillary disse nesta quarta-feira que o México "está parecendo cada vez mais a Colômbia há 20 anos, quando os traficantes controlavam certas partes do país". Durante um evento em um think tank em Washington, Hillary também declarou que, em alguns casos, "a ameaça do tráfico de drogas está se transformando ou se unindo com o que consideramos insurgência, no México e na América Central".

"Há diferenças porque nós estamos trabalhando a tempo", disse Poiré, que lembrou que "quase 40% desse país (Colômbia) em um determinado momento foi controlado por insurgentes". O porta-voz ressaltou que o México não caiu ao nível da Colômbia, onde as organizações criminosas penetraram no sistema político e narcotraficantes, como o chefe do tráfico Pablo Escobar (morto em 1993), foram eleitos congressistas.

Poiré declarou que talvez a única semelhança entre os dois países esteja no fato de que o crime, tanto na Colômbia como no México, seja alimentado pela enorme demanda por drogas vinda dos Estados Unidos. O México atribui a sete cartéis de drogas a maior parte da violência vivida desde dezembro de 2006, quando o governo ordenou que o Exército se somasse à luta antidrogas, o que deixou desde então mais de 28 mil mortos, segundo cifras oficiais.

AFP
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