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 Judeus alemães condenam plano de queima do Alcorão nos EUA
08 de setembro de 2010 11h32 atualizado às 11h49

O principal grupo judaico da Alemanha condenou os planos de um pastor do Estado norte-americano da Flórida de queimar o Alcorão no aniversário dos atentados de 11 de Setembro, afirmando que tal ato evoca a matança em massa de judeus no Holocausto, que se seguiu à queima de livros pelos nazistas.

O comunicado, divulgado nesta quarta-feira pela presidente do Conselho de Judeus da Alemanha, Charlotte Knobloch, se soma a várias condenações expressas por líderes religiosos dos EUA, que criticaram a "agitação antimuçulmana" que vem precedendo as cerimônias para lembrar as vítimas dos atentados desfechados por militantes islâmicos em 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington,

"A ideia é terrível e repulsiva", disse ela, comentando os planos do pastor Terry Jones, de uma igreja que congrega 30 pessoas em Gainesville, na Flórida, de queimar uma cópia do livro sagrado do islamismo no próximo sábado.

Knobloch afirmou que a ação planejada pelo pastor lembra a queima de literatura "não germânica organizada pelo partido nazista em 1933, um prenúncio da matança de cerca de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

"Onde as pessoas queimam livros, no fim terminarão por queimar gente", disse ela em um comunicado, referindo-se a uma frase do escritor alemão Heinrich Heiner, inscrita em uma placa no centro de Berlim, onde os nazistas queimavam livros.

Reuters
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