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 Irmandade Muçulmana adverte contra queima do Alcorão nos EUA
08 de setembro de 2010 11h03 atualizado às 11h08

A isntituição sunita egípcia Al Azhar, tradicionalmente moderada, e o grupo islamita egípcio Irmandade Muçulmana estimaram nesta quarta-feira que o projeto de um grupo evangélico americano de queimar exemplares do Alcorão no 11 de setembro seria um duro golpe na imagem dos Estados Unidos.

O sheikh Abdel el Moati el Bayumi, um dos principais diretores da Al Azhar no Cairo, lançou um apelo ao governo do presidente Barack Obama - que em junho de 2009 pronunciou na capital egípcia um importante discurso de conciliação com o mundo muçulmano - para que impeça a queima do Alcorão.

"Se o governo (americano) não conseguir impedir isso, seria a última manifestação de terrorismo religioso e arruinaria as relações entre os EUA e o mundo muçulmano", declarou El Moati à AFP. "Isso será uma oportunidade para o terrorismo. Vocês querem combater o terrorismo ou incentivá-lo?", indagou.

Próxima ao governo egípcio, a prestigiada Al Azhar, que funciona como referência de centro religioso e universidade religiosa, é considerada um pólo moderado da doutrina sunita.

Ao mesmo tempo, um alto dirigente da Irmandade Muçulmana egípcia, Esam al Erian, disse à AFP que queimar o livro sagrado do islã seria "um ato de barbárie que lembra a Inquisição".

Se a iniciativa, anunciada para o dia 11 de setembro, for concretizada, "o ódio aos Estados Unidos no mundo muçulmano aumentará", afirmou.

AFP
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