O líder do Partido Centrista das Ilhas Faroe, Jenis av Rana, não participou de um jantar oficial do governo da região autônoma dinamarquesa em homenagem à primeira-ministra da Islândia, Jóhanna Sigurdardóttir, pelo fato de ela ser lésbica, informa o jornal Politiken, de Copenhague.
Av Rana considerou que seria uma "provocação" o fato de Jóhanna, em visita em oficial às Ilhas Faroe, comparecer ao jantar, realizado nessa terça-feira, com sua esposa, a escritora Jónina Leósdóttir, com a qual se casou há três meses, após a aprovação do casamento entre homossexuais pelo Parlamento da Islândia.
"Meu partido é formalmente contra o casamento entre homossexuais. Se participasse do jantar oficial, significaria que apoio uma união que vai contra a natureza e que a Bíblia condena, e sob nenhuma circunstância quero permitir que isso ocorra", disse av Rana.
O presidente autônomo das Ilhas Faroe, Kach Leo Johannesen, criticou av Rana por rejeitar o convite e disse que devia ter vergonha de seus comentários homofóbicos.
Até uma polêmica e acirrada votação parlamentar em dezembro de 2006, a lei contra discriminação nas Ilhas Faroe não protegia homossexuais, e só abrangia questões de raça ou religião.

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